Em Conquista manifestantes irão às ruas contra liminar que trata a homoafetividade como doença


A polêmica decisão do juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho, que considerou a homoafetividade como uma doença e que precisa de tratamento despertou a indignação não apenas de gays e lésbicas, mas brasileiros e brasileiras em geral. Grupos de ativistas conquistenses estão articulando através das redes sociais uma manifestação nas ruas da cidade.

A manifestação intitulada “Frente Conquistense contra a liminar da Cura Gay” terá início às 9h, na praça 9 de Novembro, centro de Vitória da Conquista.

Durante a concentração do movimento irão acontecer intervenções artísticas como música, dança e teatro, além de diálogos com profissionais atuantes em diferentes áreas na comunidade. A partir das 11:00 os manifestantes darão início ao Ato nas ruas, com o percurso definido para o centro da cidade.

A Justiça Federal do Distrito Federal liberou psicólogos a tratarem gays e lésbicas como doentes, podendo fazer terapias de “reversão sexual”, sem sofrerem qualquer tipo de censura por parte dos conselhos de classe. A decisão, do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, é liminar e acata parcialmente o pedido de uma ação popular. Esse tipo de tratamento é proibido desde 1999 por uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. O órgão disse que vai recorrer.

A ação popular foi assinada por um grupo de psicólogos defensores das terapias de reversão sexual. A decisão é de sexta-feira (15). Nela, Carvalho mantém a integralidade da resolução, mas determina que o conselho não proíba os profissionais de fazerem atendimento de reorientação sexual. Além disso, diz que os atendimentos têm caráter reservado.

Na resolução 01/1999, o conselho estabelece as normas de condutas dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. De acordo com a organização, ela trouxe impactos positivos no enfrentamento a preconceitos e proteção de direitos da população homossexual no país, “que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia”.