[EXCLUSIVO]: Rui Costa explica porque Lídice não poderia compor majoritária


A escolha do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD) para compor a vaga na chapa majoritária do Governador Rui Costa, nas eleições para o Senado deste ano, em detrimento de Lídice da Mata (PSB) , gerou uma verdadeira celeuma entre os aliados da esquerda, inclusive com a divulgação de uma “nota de repúdio” do PSB BAHIA nas redes sociais.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Caique Santos durante a reinauguração do Centro de Cultura, o governador explicou os motivos para não escolher a Senadora. Diferente do que muitos pensam, Rui disse que Lídice perdeu para Wagner, não para Coronel. “A vaga que estava sendo disputada não era de Lídice x Coronel, a vaga da Esquerda, vamos dizer assim, é a que estava ocupada por Wagner, a possibilidade de entrar Lídice significaria discutir a saída de Wagner, porque Coronel ou outro nome representa a vaga de Centro”, disse Rui.

O governador da Bahia também citou a o impeachment de Dilma para exemplificar a importância do equilíbrio. “Muita gente se pergunta porque que cassaram a Dilma. Além de uma brutalidade, de uma ilegalidade, na minha opinião, é…mas é por conta que gerir um estado, um país como o nosso, não é só cuidar ‘stricto sensu’ de fazer obras, também é de cuidar do delicado equilíbrio político, que possibilite que a gente execute as coisas”, disse

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“Nós temos uma receita de sucesso desde o governo Jaques Wagner, a receita do sucesso é o equilíbrio entre o Centro, que compõe a nossa frente, e a Esquerda. Esse equilíbrio nós não podemos perder. Muita gente se pergunta porque que cassaram a Dilma. Além de uma brutalidade, de uma ilegalidade, na minha opinião, é…mas é por conta que gerir um estado, um país como o nosso, não é só cuidar ‘stricto sensu’ de fazer obras, também é de cuidar do delicado equilíbrio político, que possibilite que a gente execute as coisas, e o equilíbrio político que nos mantém, desde o governo Wagner, nos dois governos de Wagner e no nosso, é o equilíbrio entre o Centro e a Esquerda. 

Temos 2 vagas de Senado, não é razoável que a gente botasse duas pessoas de Centro, não é razoável também que se coloque duas pessoas de Esquerda, porque você tiraria o equilíbrio entre essas forças dentro da Chapa, então o que nós buscamos foi manter o equilíbrio.  

A vaga que estava sendo disputada não era de Lídice x Coronel, a vaga da Esquerda, vamos dizer assim, é a que estava ocupada por Wagner, a possibilidade de entrar Lídice significaria discutir a saída de Wagner, porque Coronel ou outro nome representa a vaga de Centro. O que eu quis buscar, como a bandeira da Bahia é o branco da paz e tem o vermelho e o azul, é manter o equilíbrio do vermelho e do azul. São 2 vagas, um do vermelho e outro do azul. No governo do estado é a mesma coisa, eu sou o vermelho e Leão é o azul. É o equilíbrio. 

Não se trata de escolher pessoas, a essência de montar uma chapa é manter a representatividade, foi isso que nós buscamos e acho que conseguimos isso. Graças a Deus o PSB haverá de compreender. A Lídice anunciou sua candidatura à deputada federal, e eu torço, se puder ajudar, ajudarei e o PSB e ela sempre terá dentro do meu governo o maior espaço possível, porque é uma pessoa extraordinária, tem uma história de vida belíssima, uma militante humanista, que nunca pestanejou nas suas convicções politicas, não faltam elogios para ela. Não foi por falta de qualidade que ela deixou de ser escolhida, o único motivo foi a busca dese equilíbrio.”