Prefeitura diz que decisão da Cidade Verde não foi autorizada e que Semob adotará as “medidas cabíveis”


A Secretaria de Comunicação da Prefeitura encaminhou ao Blog do Caique Santos uma resposta ao questionamento sobre a decisão da empresa Cidade Verde de abandonar, sem comunicar ao Poder Executivo, o lote 01, que antes era da empresa Viação Vitória. Na nota, a Prefeitura disse que a medida da empresa paranaense foi “unilateral”, sem “qualquer tipo de aprovação ou autorização do município”  e que a Semob vai adotar “todas as medidas cabíveis para que o serviço seja mantido nas regiões onde estão sendo divulgadas a suspensão dessas cinco linhas”.

A nota não informou quais são as “medidas cabíveis”, mas tendo em vista os mecanismos judiciais e punitivos à disposição do Poder Público, tudo indica que a Cidade Verde pode ser multada pelo abandono do lote emergencial.

Através de “cards” divulgados nas redes sociais, a única empresa de ônibus de Vitoria da Conquista (BA),  a paranaense Cidade Verde, anunciou que deixará de atender linhas de bairros distantes e periféricos. “Foi um prazer fazer parte do seu dia a dia”, diz o título do comunicado da empresa aos conquistenses que prossegue informando que “por força da crise no transporte, de conhecimento público”, a partir do dia 13 de abril, a operação emergencial de linhas como R-17, Lagoa das Flores x Centro; R-03, Pradoso x Centro; D-42 Lagoa das Flores x Uesb; R-06, Senhorinha Cairo x Centro; não serão mais atendidas pela empresa.

“As equipes da Viação Cidade Verde se sentiram honradas nestes meses, no convívio diário de vossa companhia, a bordo de um de nossos ônibus, experiência marcada pelo respeito. Oportunamente pedimos desculpas por eventuais falhas”, encerra o texto, que ainda tem um “emoticon”, com carinha de triste.

A decisão da empresa vem depois que a administração municipal, com o apoio da Câmara de Vereadores, isentou a mesma do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). O município deixou de arrecadar pelo menos R$ 150 mil reais mensais em impostos. A justificativa é que isso seria uma espécie de paliativo para que não fosse preciso aumentar a tarifa, que já é uma das mais caras da Bahia.