Prefeitura não comparece em Audiência Pública para debater campanha salarial dos servidores


A Câmara Municipal de Conquista promoveu nesta terça-feira, 13, uma audiência pública para debater a Campanha Salarial dos Servidores Municipais 2019. Foram convidados representantes do Governo Municipal, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público do Estado (MPE) e Ministério Público do Trabalho, além de representantes dos conselhos municipais de Educação e Saúde e representantes dos sindicatos que representam os servidores municipais.

Ausência da Prefeitura prejudicou as discussões – O servidor público “Seu” Valdir reclamou da ausência de representantes do Governo Herzem à audiência prejudicou a discussão. “Hoje não se viu debate. Não houve esclarecimentos, ficou incompleto”, disse ele. “Mas eu gostaria que alguém da Prefeitura esclarecesse, eu lamento que não tenha alguém aqui para esclarecer”, lamentou.

O servidor Marcus Vinícius pediu união à categoria contra um governo que massacra os funcionários. “Gosto de ser servidor na Prefeitura. Só não gosto de ser desrespeitado”, disse. Ele avalia que os servidores devem ser também multiplicadores, explicando à população o que acontecendo. Segundo ele, a política do governo municipal é a mesma do presidente Bolsonaro, que persegue o servidor.

O servidor do município Olavo Fernandes, começou pedindo que os presentes na audiência fiquem atentos aos parlamentares que se fizeram presentes apoiando os sindicatos. “Em 2013 fomos chamados de massa de manobra, mas foi um ano valoroso porque tivemos o apoio dessa casa e tivemos o direito a periculosidade”. Lembrou que na campanha eleitoral o prefeito disse que não teria perseguição. “Disseram que implantaria a guarda municipal, mas não saiu nem sairá”, lamentou. Relatou que não tem farda até hoje. “Mas se você vê um agente de patrimônio vestindo essa nossa farda azul ou preta saiba que é a gente que paga R$ 30, a PMVC não paga”.

Disse ainda que “é difícil chegar na farmácia da família e vê-la vazia, pois falta remédio. Remédios básicos” e pediu que os vereadores visitem os setores de trabalho. “Os agentes de serviços gerais não tem luvas e o professor é o mais importante. Se estamos aqui é por causa dos professores”, finalizou.

Existe orçamento para o aumento dos servidores – O vereador Professor Cori (PT) foi o primeiro a fazer uso da tribuna e apresentar dados sobre o orçamento do governo municipal entre os anos de 2018 e 2019. Explicou que baseado nos dados do orçamento, “o governo só não dá o aumento ao servidor se não quiser”.

Para Cori, ou o orçamento está errado ou a arrecadação está sendo frustrada e não estão divulgando. “Enfrentei duas greves, tudo que fazíamos tinha um questionamento. Tá todo mundo calado, não tem discussão, não tem movimento. O silêncio dos bons me preocupa”, concluiu.

O vereador Valdemir Dias (PT) disse que o orçamento da Secretaria de educação tem crescido, mas os servidores não estão sendo favorecidos com esse crescimento. “Por que não repassam aos servidores ao menos a inflação?”, questionou. “Não é ideologia partidária, são dados técnicos”, disse o parlamentar, que já foi o chefe das pastas de Educação e de Administração.

De acordo com Valdemir, os servidores não estão recebendo aumento porque os recursos estão sendo canalizados para pagar as várias consultorias contratadas pelo Governo Herzem. “Nossos recursos estão sendo exportados principalmente para empresas de Salvador. Fizemos um levantamento no próprio site da Transparência”, alertou ele, ressaltando que a Prefeitura já gastou, durante a gestão de Herzem, mais de R$63 milhões em contratos sem licitação. “Estamos denunciando na Justiça. Não pode uma administração pública conceber uma situação dessa”, reclamou o edil.

Com informações do site da Câmara