MP pede envio de informações sobre possível reabertura de hospitais de campanha


O Ministério Público estadual solicitou informações às Secretarias estadual (Sesab) e municipal de Saúde de Salvador (SMS) sobre a possibilidade de reativação e abertura de hospitais de campanha com leitos, clínicos e de UTI, e respiradores voltados aos pacientes de Covid-19. Os ofícios foram encaminhados ontem, dia 24, pelo Grupo de Trabalho de acompanhamento das ações de enfrentamento do novo coronavírus (GT Coronavírus). Os coordenadores do GT, promotores de Justiça Frank Ferrari, Patrícia Medrado, Rita Tourinho e Rogério Queiroz, pediram resposta em 48 horas.

No ofício enviado à Sesab, o GT pediu informações sobre a possibilidade de reabertura dos hospitais de campanha da Arena Fonte Nova e do Fazendão; de inauguração do Hospital Metropolitano, indicando se a unidade contaria com respiradores e leitos exclusivos, inclusive de UTI, para o tratamento da Covid-19; de reativação de leitos clínicos desmobilizados e abertura de novos leitos de UTI no Hospital Costa dos Coqueiros (Riverside). Essa unidade de campanha e também a do Fazendão foram desativadas no ano passado.

No documento encaminhado à SMS, os promotores querem saber se será reaberto o hospital de campanha do Wet’n Wild, cuja possibilidade teria sido a princípio descartada pelo Município, segundo informações divulgadas na imprensa. O GT solicitou também informações sobre se o Estado e a Prefeitura de Salvador pretendem instalar leitos e disponibilizar respiradores nos hospitais de campanha que sejam reabertos pelos respectivos órgãos, como realizado em parceria entre as Secretarias no ano passado.

Os promotores destacaram o alto nível de lotação das unidades públicas e privadas em Salvador, para onde é destinada a maior parte dos pacientes de Covid-19 no estado. Conforme os ofícios, a taxa global de ocupação de leitos na rede pública da capital chegou a 82%, ficando em 84% nos casos dos leitos adultos de enfermaria e 82% dos de UTI adulto. O GT ressaltou ainda que, segundo informações divulgadas pela imprensa, a maioria das unidades hospitalares da rede privada está com ocupação acima de 90%, chegando a 100% no Hospital da Bahia, Teresa de Lisieux, do Aeroporto, Português e Jorge Valente.