Previdência: Dados indicam que número de aposentados deve superar o de contribuintes


(Foto: Via Google)

Devido a uma queda nas taxas de natalidade e o aumento da expectativa de vida do brasileiro, as contas da Previdência Social tendem a se apertar.

Com isso uma dúvida foi gerada, em relação a quem irá cobrir as despesas com os gastos dos beneficiados, se cada vez menos jovens estarão contribuindo no mercado de trabalho em comparação ao número de aposentados? A economista chefe da ARX Investimentos Solange Srour explica em que a queda de natalidade influencia nas contas do governo e porque a União tanto precisa aprovar uma reforma previdenciária: “As pessoas estão envelhecendo mais, a expectativa de vida tem aumentado, mas, ao mesmo tempo, a natalidade tem caído. Hoje, as mulheres estão tendo menos filhos, e a expectativa é de que isso continue. O que vai acontecer é que a população vai envelhecendo. O Brasil já está em uma população envelhecendo num ritmo muito rápido e isso só vai se agravar no futuro. Então a gente vai ter menos crianças, menos jovens e muito mais idosos. E a quantidade de trabalhadores que vão sustentar os idosos está diminuindo. O resultado é que o Brasil precisa fazer isso agora. Se postergar muito já não vai ser nem factível uma reforma da Previdência. Porque grande parte da população, em algum tempo, vai ser a população idosa” declarou Solange.

(Foto: Via Google)

Atualmente, para cada 100 integrantes da População Economicamente Ativa, há 21 idosos em situação de dependência por aposentadoria. Aí mora o problema: com o aumento da expectativa de vida do país, esse número em 2060 deve ser de 63 para cada 100. Ou seja, haverá menos gente contribuindo com o INSS e mais gente dependendo dele pra receber.

Levando-se em conta a realidade atual, o gasto do governo com a Previdência deveria ser em torno de 4% do Produto Interno Bruto – que foi de quase R$ 1,8 trilhão. Mas foi pouco mais que o dobro, em 2016. Somam-se aí despesas com aposentadoria, pensões por morte, benefícios assistenciais e acidentários do INSS e de servidores da União. Para enxugar esses gastos, o governo federal espera que a Câmara vote e aprove a reforma previdenciária ainda este mês, antes do recesso parlamentar.