“Santander quer obrigar funcionários a trabalharem sábados e domingos”, diz Sindicato


O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região realizou, na manhã desta terça-feira (21), uma manifestação em frente a agência do Santander de Conquista.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de Conquista, a mobilização protestou contra o posicionamento do banco que quer obrigar seus funcionários a trabalharem aos sábado e domingos, o que contraria a Convenção Coletiva de Trabalho negociada durante a Campanha Salarial. No projeto, que já foi posto em prática em São Paulo, os bancários são coagidos a prestarem “trabalho voluntário” nos finais de semana. Legalmente, os bancários não recebem absolutamente nada por isto e se sofrerem acidente ou assalto, no percurso ou durante o serviço, não se configura o acidente de trabalho e não há os resguardos previstos em lei.

O Santander no Brasil é responsável por 29% do lucro do banco em todo o mundo. Em 2018, o ganho chegou a R$ 12,16 bilhões. Mesmo com sua lucratividade crescente nos últimos anos, o banco insiste em piorar as condições de trabalho dos seus funcionários, anunciando uma reformulação interna que inclui o acúmulo de funções e, segundo o presidente do banco Sergio Rial, até o fim da função de caixa.

Além disso, o banco espanhol modificou, sem consultar os trabalhadores, o cartão de vale alimentação e refeição. A nova bandeira, Bem Visa, que é uma marca da própria instituição, ainda não possui uma rede credenciada ampla, o que vem prejudicando os trabalhadores bancários.

“Apesar de todo o lucro no Brasil, o banco tem precarizado cada vez mais as atividades. As mudanças anunciadas nunca são em prol dos funcionários, em prol do cliente, são sempre pelo aumento exorbitante da lucratividade. O banco agora tem feito esse convite voluntário para que os funcionários trabalhem aos finais de semana, sem nenhuma garantia de segurança em caso de acidentes de trabalho, ou até mesmo em casos de assaltos nas agências. Então o que temos é um banco que menospreza cada vez mais a vida de seus funcionários e clientes, e, não deixa dúvidas que sua prioridade é o lucro”, destaca Wolney Soares, diretor do SEEB/VCR.

Fonte: Ascom SEEB/VCR.