Os trabalhadores rodoviários das empresas Viação Rosa e Atlântico Transportes aprovaram, em assembleia realizada nesta terça-feira (2), a proposta apresentada após negociações entre o Sindicato dos Rodoviários, as concessionárias do transporte coletivo urbano e a Prefeitura de Vitória da Conquista referentes ao Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2028
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Álvaro Souza, a proposta foi construída durante uma reunião realizada na véspera com representantes das empresas e do poder concedente, buscando atender às reivindicações da categoria.
A proposta prevê reajuste salarial de 10% para todos os funcionários, incluindo motoristas e cobradores. O percentual será concedido de forma parcelada, sendo 5% incorporados aos salários a partir de 1º de julho e os outros 5% em dezembro deste ano.
Além do reajuste salarial, ficou definido um aumento de R$ 8,89 no ticket alimentação, que passará a ser de R$ 650. A reivindicação dos rodoviários de redução de jornada não foi atendida pelas empresas.
“Levamos essa proposta para a categoria, a categoria aprovou, e com a aprovação ficaram suspensas as paralisações, voltando à normalidade o transporte coletivo urbano aqui de Vitória da Conquista”, afirmou Álvaro Souza.
Segundo o dirigente sindical, a aprovação do acordo encerra o impasse que vinha sendo acompanhado por usuários do transporte coletivo e garante a continuidade dos serviços sem interrupções.
Com a decisão da categoria, o transporte coletivo urbano de Vitória da Conquista segue operando normalmente.
As empresas propuseram anteriormente um reajuste linear de 4,11%, alegando que o índice era semelhante ao adotado recentemente em Salvador, e aumento de 4,11% no vale-alimentação, conforme o acumulado da inflação. Desde a segunda-feira (1º), o Sindicato dos Rodoviários promovia paralisações temporárias nos horários de pico, início da manhã, meio-dia e 18h, apenas com 40% da frota em cada linha.
O Sindicato afirma que vai manter o mínimo de 40% da frota em cada linha.
Antes do acordo, a prefeitura, que é quem repassa o dinheiro para as empresas, havia alertado que os reajustes acima dos índices inflacionários, impactariam diretamente os custos do sistema, podendo exigir aumento dos subsídios públicos ou reajuste da tarifa, medidas que, segundo a gestão, buscava evitar, para proteger tanto as finanças municipais quanto o bolso do cidadão.








