O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que há uma “ação orquestrada” para tentar interferir no processo eleitoral e associar seu nome a investigações das quais diz não ter participado. A declaração foi feita em vídeo divulgado após a publicação de informações relativas à operação Overclean.
A CNN Brasil informou que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Polícia Federal para cumprir mandado de busca e apreensão contra ACM Neto na décima fase da operação. Segundo a reportagem, a decisão contrariou parecer da Procuradoria-Geral da República, que havia se manifestado favoravelmente às medidas.
A apuração da CNN afirma que a PF aponta ACM Neto como principal investigado no caso. A investigação trata de suspeitas de direcionamento de licitações e fraudes em contratos públicos envolvendo o grupo de Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e Alex Parente.
No vídeo, Neto disse que a Justiça impediu que se consumasse “um fato absurdo” contra ele. O candidato afirmou que o novo episódio tornaria “ainda mais claro” o que classificou como tentativa de interferência eleitoral por meio de “fatos falsos e mentirosos”.
“Nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de atos ilícitos. Não ocorreu porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos investigados”, afirmou o candidato, ao comentar a operação.
De acordo com a CNN, a investigação menciona a indicação do então secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral, para a mesma pasta em Belo Horizonte. A reportagem diz que três contratos foram fechados pela Secretaria Municipal de Educação de BH, sob comando de Barral, com empresas de Alex Parente, por intermédio de Marcos Moura. A soma dos acordos seria de R$ 80 milhões, segundo a publicação.
Neto rebateu a associação com os fatos investigados e disse que a fase atual da apuração envolve contratos firmados em Minas Gerais, estado onde, segundo ele, nunca exerceu atividade política. O candidato também relacionou o episódio ao calendário eleitoral e afirmou que a divulgação de suspeitas contra sua candidatura se intensifica com a aproximação da votação.
Na manifestação, Neto citou ainda a ação por calúnia que disse ter anunciado contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Ele afirmou que adversários tentam criar uma “cortina de fumaça” para esconder acusações contra lideranças petistas na Bahia.
“Não temo seus ataques e estou pronto para enfrentá-los com a coragem e a consciência tranquila de quem está há décadas na vida pública e sempre se pautou dentro dos mais rígidos princípios da lei e da moralidade”, disse.
Ao final do vídeo, o candidato afirmou que seguirá a agenda de campanha até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. “Se os nossos adversários acham que vão atrapalhar a nossa campanha, estão redondamente enganados”, declarou.
A reportagem da CNN informou que Barral, Moura e Parente foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira, durante fase da Overclean que cumpriu 24 mandados em seis estados. A emissora afirmou ter procurado o gabinete de Nunes Marques e que aguardava resposta.
Com informações da CNN Brasil e da assessoria de ACM Neto. Imagem: reprodução/vídeo da assessoria de ACM Neto.
Fonte: CNN Brasil.












