Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria citado o grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA) em uma proposta de colaboração premiada que mencionava supostos repasses de R$ 3 milhões por mês na Bahia, segundo reportagem divulgada pelo UOL e repercutida por outros veículos nacionais.
O caso ganhou força política porque envolve um dos principais nomes do PT na Bahia e aparece no contexto das investigações sobre o Banco Master. A informação, no entanto, precisa ser lida com cautela: a própria reportagem registra que a proposta de colaboração atribuída a Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de elementos de corroboração.
De acordo com o material divulgado, Vorcaro teria relacionado os supostos pagamentos ao grupo político de Wagner. Não há, até o momento, decisão judicial que comprove o pagamento, nem condenação do senador sobre o episódio.
Após a repercussão, Jaques Wagner publicou vídeo nas redes sociais para negar qualquer relação com Vorcaro ou atuação em favor do Banco Master. O senador afirmou que as declarações são “completamente falsas e oportunistas” e disse que estariam sendo usadas para interferir nas eleições.
“Eu repito: nunca tive relação com Daniel Vorcaro”, afirmou Wagner no vídeo. Ele também disse que as manchetes se baseiam em uma delação “não aceita pela PF e PGR” e que, segundo ele, nem a defesa reconheceria o conteúdo.
Wagner ainda afirmou que, no Senado, assinou a criação da CPI do Banco Master e que nunca atuou a favor da instituição financeira. A defesa pública do senador foi divulgada depois da publicação das reportagens sobre a suposta delação.
O caso segue tendo forte repercussão nacional por envolver o Banco Master, políticos influentes e documentos extraídos no âmbito de investigações da Polícia Federal.
Fonte: UOL, Band e Instagram oficial de Jaques Wagner.













