Cris Rocha afirma que pacientes aguardam meses por consulta diagnóstica e defende mais resolutividade na saúde pública do município
Na sessão desta quarta-feira (25), a vereadora Cris Rocha (MDB) apresentou uma série de demandas relacionadas à saúde pública de Vitória da Conquista. Segundo ela, os problemas relatados “não podem mais ser ignorados”, especialmente nas áreas de oncologia, exames laboratoriais e cirurgias ortopédicas.
Oncologia: demora na primeira consulta preocupa
O primeiro ponto destacado foi a situação da oncologia no município. A vereadora chamou atenção para a grande demanda e para as constantes queixas de pacientes que enfrentam dificuldades para conseguir a primeira consulta oncológica — etapa considerada essencial para fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
“Quando falamos de câncer, estamos falando de urgência que pode custar vidas”, alertou.
Apesar da implantação do serviço de radioterapia na cidade, ela afirmou que a estrutura ainda é insuficiente diante da necessidade atual. Cris Rocha fez cobrança direta à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, afirmando que não é admissível que pacientes aguardem meses apenas para uma consulta diagnóstica, quanto mais para iniciar o tratamento.

Exames laboratoriais e regulação
Outro ponto abordado foi a oferta de exames laboratoriais. Segundo a vereadora, exames básicos não estão sendo disponibilizados de forma adequada, o que compromete o acompanhamento de tratamentos.
Ela afirmou que, embora existam relatos de dificuldades com insumos por parte da empresa responsável, a população não pode ser penalizada.
“Negar exame é negar saúde”, declarou, cobrando solução imediata para a situação.
Cirurgias ortopédicas e transferências para Salvador
A parlamentar também tratou das cirurgias ortopédicas. De acordo com ela, pacientes estão sendo transferidos para Salvador porque procedimentos que poderiam ser realizados em Conquista estão represados nos hospitais locais.
A situação, segundo relatou, tem sobrecarregado o Hospital Afrânio Peixoto e provocado atrasos em intervenções consideradas de menor complexidade.
Cris Rocha informou que já dialogou com a Secretaria de Saúde e com o Hospital Geral de Vitória da Conquista, que sinalizou estar fazendo ajustes. Ainda assim, reforçou a necessidade de maior celeridade.
“Não podemos deixar as pessoas desassistidas ou serem transferidas em situações que podem ser resolvidas aqui”, pontuou.
















