O proprietário da fábrica clandestina de bebidas desarticulada pela Polícia Civil em Vitória da Conquista apresentou-se à delegacia na tarde desta quinta-feira (15) e confessou ser o responsável pela produção ilegal de refrigerantes há cerca de dez anos. Ele compareceu acompanhado de sua advogada e foi interrogado no âmbito da Operação Potabilidade.
Segundo as investigações, os refrigerantes eram fabricados sem qualquer autorização legal, em condições higiênico-sanitárias precárias, e comercializados sem nota fiscal. Cada fardo era vendido por R$ 20, o equivalente a R$ 1,66 por unidade. A distribuição ocorria principalmente para atacadistas das cidades de Poções, Planalto, Barra do Choça e no Ceasa de Vitória da Conquista.
A fábrica funcionava em um imóvel no bairro Boa Vista e foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido na quarta-feira (14). No local, que estava vazio no momento da ação, os policiais encontraram garrafas vazias com rótulos originais retirados para reutilização, além de insumos armazenados de forma irregular. O imóvel já havia sido fiscalizado e interditado em 2018.
Durante a operação, um auditor fiscal do Ministério da Agricultura lavrou termo de suspensão temporária das atividades e realizou a lacração do estabelecimento. Foram apreendidas 1.632 garrafas de refrigerante de 330 ml, 18 mil rótulos, 10 mil tampinhas, 18 quilos de aromatizantes, três quilos de adoçantes e diversos equipamentos utilizados na produção.
Também foram recolhidos documentos e materiais que devem subsidiar o aprofundamento das investigações, entre eles um veículo carregado com bebidas prontas para distribuição, aparelho celular, talões e cadernos de controle financeiro, além de contrato de locação do imóvel.
O rótulo do refrigerante está sendo divulgado pelas autoridades para que a população denuncie à vigilância sanitária local caso o produto seja encontrado à venda em estabelecimentos comerciais.
O responsável responde a inquérito pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias alimentícias. A operação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, com apoio do GATTI/Sudoeste, do Ministério da Agricultura e do Departamento de Polícia Técnica.
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