O atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência foi tema de visitas de mais de 50 estudantes, residentes e pesquisadores à rede de proteção de Vitória da Conquista entre esta quarta-feira (21) e sexta-feira (23). As atividades apresentaram procedimentos para encaminhar os casos sem obrigar as vítimas a repetir desnecessariamente os relatos.
Os participantes conheceram o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Complexo de Escuta Protegida. O grupo incluiu alunos de Direito da Unex e do quarto ano de Medicina da Uesb, além de residentes da Uesb e pesquisadores do Mestrado Profissional em Saúde da Família da Ufba.
Segundo o gerente do Complexo, Ramon Oliveira, parte desses estudantes já atua em estágios na rede pública. A orientação abordou como acolher revelações espontâneas de violência e fazer os encaminhamentos adequados.
A escuta especializada e o depoimento especial são previstos na Lei nº 13.431/2017. O serviço busca preservar a integridade física e emocional de crianças e adolescentes e evitar a revitimização, que pode ocorrer quando precisam contar repetidas vezes a violência sofrida ou testemunhada a diferentes profissionais.
As professoras Ana Carolina Silva e Santos, da Unex, e Agnes Longuiniere, da Uesb, destacaram a necessidade de conhecer os protocolos e a articulação entre saúde, Justiça e assistência social. A intercambista angolana Domingas Vicente também participou e relatou semelhanças com o trabalho do Instituto Nacional da Criança de seu país.
Com informações da Prefeitura de Vitória da Conquista.










