Mesmo sem casos confirmados de Mpox entre moradores, a Prefeitura de Vitória da Conquista informou nesta sexta-feira (20) que reforçou a vigilância sobre a doença na rede municipal de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) encaminhou circular aos profissionais da Atenção Básica com orientações para padronizar atendimento, notificação e monitoramento de casos suspeitos.
A medida ocorre em meio ao cenário de alerta no país e na Bahia. Em 2025, o Brasil ultrapassou a marca de mil casos confirmados. Em Vitória da Conquista, segundo a prefeitura, a situação é considerada controlada: desde 2022 foram cinco registros confirmados. Em 2025 e até a sétima semana epidemiológica de 2026, não houve confirmação da doença em residentes no município.
Sintomas e transmissão
A Mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato pessoal próximo. O principal sinal são erupções cutâneas ou lesões em mucosas, que podem surgir em qualquer parte do corpo, inclusive nas regiões genital, anal e oral.
Entre os sintomas mais comuns estão:
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Febre e aumento dos gânglios linfáticos;
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Dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas;
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Calafrios e cansaço intenso.
A transmissão pode ocorrer por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. O período de transmissibilidade vai do início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.
Atendimento e diagnóstico
De acordo com a secretaria, pacientes com suspeita da doença serão atendidos conforme fluxo estabelecido na rede municipal.
Após a notificação pela unidade de saúde, a Vigilância Epidemiológica agenda e realiza a coleta de exames no domicílio do paciente, estratégia adotada para reduzir a circulação de casos suspeitos nas unidades.
Isolamento e tratamento
O isolamento domiciliar é obrigatório para casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
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Casos suspeitos devem permanecer isolados até o resultado do exame.
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Casos confirmados devem manter o isolamento até o desaparecimento dos sintomas e a queda de todas as crostas das lesões.
Não há medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento é de suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.
A Vigilância Epidemiológica do município disponibiliza atendimento pelo telefone (77) 3229-3145 para esclarecimento de dúvidas.













