Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta-feira

Pessoa usando celular para pagamento por Pix por aproximação
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento.

Com a mudança, o cliente poderá definir um novo limite diretamente com o banco, respeitando as regras gerais de segurança da conta. Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa liberação automática para pagamentos de qualquer valor.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação feita pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500. Com a nova regra, não haverá um teto único para substituir esse valor.

Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação, por exemplo, desde que o limite de sua conta permita. A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira.

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser usada pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço. Depois de configurado, o pagamento segue dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada. O usuário deve conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento, além de revisar os limites definidos no aplicativo do banco.

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, porém, ainda representa uma parcela pequena do total. Em agosto, a modalidade registrou 2 milhões de transações, cerca de 0,06% das operações do mês. Apesar disso, o volume vem crescendo: em janeiro, eram 1,06 milhão de operações.

Fonte: Agência Brasil.

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil.

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