Polícia Civil prende suspeito e apreende drogas sintéticas em operação ligada a casa noturna em Vitória da Conquista

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Coffee, que apura a atuação de um grupo suspeito de tráfico de drogas sintéticas em uma casa noturna de Vitória da Conquista, no sudoeste do Estado.

A ação foi conduzida por equipes do Denarc/DTE de Vitória da Conquista, com apoio do Draco e do Gatti Sudoeste, e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a polícia, as investigações apontaram que drogas estariam sendo comercializadas de forma recorrente em uma “balada” localizada em um bairro nobre da cidade.

No curso das diligências, foram identificados três prestadores de serviço ligados indiretamente ao estabelecimento: um músico, uma produtora artística e um motorista de aplicativo. As buscas levaram à apreensão de aproximadamente 500 gramas de skank, avaliados em cerca de R$ 6 mil, além de 13 comprimidos de ecstasy, porções de MDA e haxixe, dezenas de comprimidos de antidepressivos supostamente utilizados em bebidas alcoólicas, uma balança de precisão, R$ 450 em dinheiro e um veículo GM Corsa.

O principal investigado, identificado pelas iniciais R.C.F., 32, motorista de aplicativo e prestador de serviços no local, foi preso em flagrante por posse das drogas. De acordo com a Polícia Civil, ele confessou a venda dos entorpecentes.

Também foram conduzidos à delegacia A.V.L.S., 29, bacharela em Direito e produtora artística, e G.P.T., 25, músico que afirmou atuar como DJ no estabelecimento. Ambos prestaram esclarecimentos.

A polícia informou que não houve cumprimento de mandado de busca dentro do estabelecimento comercial, embora as equipes tenham se deslocado até o local durante a operação.

Defesa nega envolvimento do estabelecimento

Após a repercussão da operação, a casa noturna relacionada com a operação, divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que não possui qualquer envolvimento com os fatos investigados. No comunicado, assinado pelo proprietário Vinícius Brandão e pela assessoria jurídica, a empresa declarou adotar uma política de tolerância zero em relação a práticas ilícitas, contando com segurança privada para coibir o uso e a circulação de drogas.

Segundo a nota, dos três prestadores de serviço conduzidos à delegacia, dois foram liberados sem acusação formal. O único autuado em flagrante, afirma a empresa, não integra o quadro de funcionários diretos, atuando de forma autônoma como motorista de aplicativo, prestando serviços de transporte a colaboradores após o expediente.

O estabelecimento informou ainda que o prestador envolvido foi imediatamente afastado e que a investigação não tem relação com a pessoa jurídica da empresa nem com seus gestores. A assessoria jurídica, representada pelo advogado Leonardo Mascarenhas, afirmou que já esteve na delegacia e colocou o estabelecimento à disposição das autoridades.

 

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