Polícia Federal cumpre mandatos de prisão em Vitória da Conquista, Eunápolis, Porto Seguro e Salvador.


A Operação Fraternos, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, investiga desde 2017 um suposto esquema de fraudes em licitações de três prefeituras do Extremo Sul da Bahia. De acordo como o CORREIO, em 2019 os contratos somam R$ 200 milhões.

A investigação está concentrada em crimes que aconteceram entre 2008 e 2017. As prisões preventivas desta terça-feira (15) foram expedidas pelo Juízo da Vara Criminal Federal de Eunápolis, a partir de representação encaminhada pelo Ministério Público Federal, e foram cumpridas nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Salvador.

Os ex-prefeitos de Porto Seguro e Eunápolis, o casal Cláudia e Robério Oliveira, foram presos, nesta terça-feira (15), e a justiça determinou também o afastamento do gestor de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Silva Santos Júnior. Todos são do PSD e estão sendo investigados por um esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público. Outras quatro pessoas foram presas. Foi determinado também o sequestro de bens e valores de cerca de R$ 11 milhões dos envolvidos.

Segundo a PF, o esquema funcionava assim: primeiro, o grupo criou uma dezenas de empresas de fachadas em nomes de ‘laranjas’ para participarem das licitações; depois, a firma escolhida transferia o dinheiro público para contas operadas pela organização criminosa; por fim, devolviam o dinheiro para os líderes através da compra de imóveis de luxo, quitação de dívidas milionárias contraídas por um dos prefeitos; pagamento de despesas pessoais e a realização de evento.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que parlamentares participavam do esquema. “Também foi possível apurar no curso da operação que o grupo contava com a participação de vereadores de um dos municípios, destinatários de parte dos recursos desviados, e que, apesar da reiterada reprovação das contas pelo Tribunal de Contas do Município durante os dois mandatos exercidos pelo gestor, eram aprovadas pela Câmara Municipal”, diz.

Os investigados responderão pela prática dos delitos de Corrupção Passiva, Corrupção Ativa, Peculato, Organização Criminosa, Fraude a Licitações e Lavagem de Capitais.

Fonte: Correio da Bahia