Polícia apura fraude de R$ 100 mil em supermercado de Conquista

Celular em envelope de cadeia de custódia sobre mesa ao lado de distintivo da Polícia Civil da Bahia
Celular apreendido durante a investigação. Foto: Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia cumpriu dois mandados de busca e apreensão domiciliar nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, em uma investigação sobre suspeita de furto qualificado por abuso de confiança e fraude contra um supermercado de Vitória da Conquista. Segundo a corporação, o esquema no setor de carnes teria causado prejuízo estimado em R$ 100 mil.

Dois homens, de 28 e 38 anos, foram alvos das ordens judiciais. Durante as diligências, os policiais apreenderam um celular pertencente a um dos investigados. O comunicado não informa a realização de prisões.

Suspeita envolvia etiquetas de carnes

As investigações começaram em maio de 2026, após o proprietário denunciar o desvio sistemático de carnes de primeira qualidade do açougue. Conforme a Polícia Civil, o gerente suspeitou de um cliente que comprava grandes quantidades de carne várias vezes ao dia e era atendido exclusivamente pelo mesmo funcionário.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Shangai Alexandre, as apurações indicam que cortes nobres eram registrados com etiquetas e notas fiscais correspondentes a carnes de segunda categoria. Isso permitiria repassar os produtos ao cliente por preços inferiores aos praticados pelo estabelecimento.

A polícia estima que o esquema tenha ocorrido durante aproximadamente seis meses. O valor de R$ 100 mil é uma estimativa do prejuízo apontada na investigação.

Celular será periciado

O aparelho apreendido será submetido à perícia técnica e à extração de dados telemáticos e telefônicos, mediante autorização judicial. O material poderá ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos e dar continuidade à investigação.

A ação foi realizada pela DRFR de Vitória da Conquista, vinculada ao Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Deic). O nome do supermercado e as identidades dos investigados não foram divulgados no comunicado.

Com informações de Thanize Borges/Ascom-PCBA.

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