Prefeitura de Conquista e DEAM realizam campanha Agosto Lilás


Com o objetivo de comemorar os 15 anos de implantação do Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (Crav) e os 15 anos de promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher realizam a campanha Agosto Lilás.

Durante todo mês agosto, serão realizadas ações presenciais e virtuais sobre o enfrentamento à violência contra mulher. “O objetivo é visibilizar o importante trabalho desenvolvido pelo Crav e a transformação que a Lei Maria da Penha provocou no cenário brasileiro, revelando que os Direitos Humanos das mulheres vêm sendo conquistados através de muitas lutas que demandam tempo e persistência” explicou a coordenadora de Políticas para Mulheres, Dayana Eveline Andrade.

Para a delegada da DEAM, Gabriela de Diego Garrido, a campanha é um alerta para toda sociedade. “Colocando o assunto em pauta, a gente estimula aquela pessoa que está sendo vítima de violência a denunciar, estimula um familiar que conhece alguém vítima de violência a denunciar. O objetivo é tirar essa pessoa da situação, permitindo que ela exerça o direito de viver uma vida sem violência”, ressaltou Gabriela.

O secretário Michael Farias destacou o trabalho realizado pelo Município, que será ainda mais ampliado com a inauguração da Casa Rosa. “Essa temática é prioritária no Planejamento Estratégico da SEMDES. Além disso, ainda este ano, ampliaremos a atenção a esse público com a inauguração da Casa Rosa, que garantirá um espaço protetivo diferenciado às mulheres em risco iminente de morte.”.

Segundo dados do Crav, em 2019 foram acolhidos 299 novos casos de violência contra mulher, já em 2020 foram acolhidos 208 casos. Com o isolamento social imposto pela pandemia notou-se um aumento nos casos de violência contra a mulher nos canais de denúncia. Contudo, tal aumento escapou das estatísticas dos órgãos e a razão disso foi o isolamento das mulheres em seu domicílio, sendo refém do seu agressor e impedidas de registrar a ocorrência na Delegacia ou pedir ajuda (causando uma maior subnotificação).