Testemunhas de Jeová autorizam uso do próprio sangue, mas mantêm veto a transfusões externas

As Testemunhas de Jeová anunciaram uma atualização em sua política relacionada ao uso de sangue em procedimentos médicos. A nova orientação permite que fiéis utilizem o próprio sangue retirado previamente e posteriormente reinfundido, especialmente em cirurgias programadas.

Apesar dessa mudança, permanece a proibição quanto ao uso de sangue de outras pessoas.

O anúncio foi feito por Gerrit Lösch, um dos principais líderes da organização, que afirmou que “cada cristão deve decidir por si mesmo como seu sangue será usado em cuidados médicos e cirúrgicos”.

Conhecidas por sua atuação evangelística de porta em porta, as Testemunhas de Jeová somam cerca de nove milhões de seguidores no mundo, sendo aproximadamente 900 mil no Brasil.

A rejeição às transfusões de sangue continua sendo uma doutrina central do grupo. Segundo o próprio site da organização, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento “nos ordenam a nos abster de sangue”.

“Nossa crença fundamental a respeito da santidade do sangue permanece inalterada”, declarou um porta-voz após a divulgação da nova diretriz.

A mudança, no entanto, gerou críticas. Ex-integrantes, como o americano Mitch Melon, avaliam que a flexibilização ainda é limitada.

“Se uma Testemunha de Jeová passar por uma emergência médica com perda significativa de sangue, ou se uma criança precisar de múltiplas transfusões para tratar certos tipos de câncer, essa mudança de política não lhes concede total liberdade de consciência para aceitar intervenções potencialmente vitais que envolvam sangue doado”, disse ele ao jornal americano Los Angeles Times.

O tratamento alternativo que permite armazenar o próprio sangue, existe há muitos anos, porém era também proibido pelo corpo governante das testemunhas de Jeová,

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyezkp33kwoFonte: BBC )

Leia trecho da orientação que estava vigorando, da Torre de Vigia, órgão brasileiro que orienta as testemunhas de Jeová no entendimento das regras:

Às vezes, o médico incentiva o paciente a se submeter à coleta de seu próprio sangue semanas antes da cirurgia (doação autóloga pré-operatória, ou DAPO) para que, se houver necessidade, ele possa transfundir o sangue do próprio paciente. Contudo, o ato de coletar, armazenar e transfundir o sangue é diretamente contrário ao que é dito em Levítico e em Deuteronômio. O sangue não deve ser armazenado; deve ser derramado — devolvido a Deus, por assim dizer. É verdade que a Lei mosaica não está mais em vigor. Contudo, as Testemunhas de Jeová respeitam os princípios que Deus incluiu nela, e estão decididas a ‘abster-se de sangue’. Por isso, não doamos sangue, nem armazenamos para transfusão nosso sangue, que deve ser ‘derramado’. Essa prática entra em conflito com a lei de Deus

Fonte: https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2000767#h=3

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