Abastecimento temporariamente afetado em localidades rurais de Vitória da Conquista


A Embasa informa que devido a problemas operacionais registrados na captação da barragem de Água Fria 2, o abastecimento nas localidades de José Gonçalves, São Sebastião, São Domingos, Itaipu e Baixa do Cedro, em Vitória da Conquista, atendidas pelo sistema de Barra do Choça encontra-se afetado nesta terça (16).

As equipes da Embasa estão trabalhando na manutenção emergencial com previsão de conclusão do serviço no início da noite e regularização gradativa em até 48 horas.

Por este motivo, a Embasa recomenda que os moradores destas localidades mantenham a economia de água, consumindo de forma racional a água armazenada em seus reservatórios domiciliares

“Se aproveitam de toda oportunidade para difamar os servidores públicos”, diz ADUSB sobre polêmica envolvendo professora da UESB


Em nota enviado à redação do BCS, a Adusb – Associação dos Docentes da UESB – preferiu não comentar especificamente sobre a postagem de uma professora que publicou em uma discussão nas redes sociais que “se morresse bastante filhos de ricos, aí sim nivelaríamos de forma mais humana” e a ação protocolada no MP-BA contra a docente pelo deputado federal Carlos Jordy (PSL).

Para a ADUSB, isso desviaria “a atenção da verdadeira questão em foco, principalmente nesse contexto, em que forças que lucrariam com a Reforma Administrativa se aproveitam de toda oportunidade para difamar os servidores públicos”.

A entidade aproveitou o espaço cedido pelo nosso blog, para reiterar seu posicionamento contrário à retomada de aulas presenciais, “pois como ficou evidente em experiências de retomada recentes, tal retorno coloca em risco não apenas a comunidade escolar/acadêmica, mas toda a sociedade”, disse.

Segue a íntegra da nota da ADUSB

A ADUSB defende que não se desvie a atenção da verdadeira questão em foco, principalmente nesse contexto em que forças que lucrariam com a Reforma Administrativa se aproveitam de toda oportunidade para difamar os servidores públicos. No atual momento da pandemia, com grande número de casos de covid-19 e sem imunização da população, reiteramos posicionamento contrário à retomada de aulas presenciais, pois como ficou evidente em experiências de retomada recentes, tal retorno coloca em risco não apenas a comunidade escolar/acadêmica, mas toda a sociedade.

Ainda neste sentido, nos reunimos no dia 8 de fevereiro com o Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), o Sindicato dos Professores do Estado da Bahia (SINPRO) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) para construção de uma posição conjunta sobre o retorno às aulas presenciais, que resultou na nota a seguir.

Toda vida importa. Infelizmente no Brasil o enfrentamento à pandemia se deu e se dá numa lógica inversa a essa, numa lógica negacionista, de desprezo pela vida, bem representada pelo governo federal de Bolsonaro, mas, infelizmente, reproduzida em maior ou menor grau também por governos estaduais e municipais.

Ultrapassamos a triste marca de mais de 230 mil mortes, com mais de 1 mil mortes por dia, retomando, infelizmente, o patamar de pico de julho/2020[1]. Quantas dessas preciosas vidas poderiam ter sido salvas, não fosse a política negacionista que domina, em maior ou menor grau, as esferas governamentais no Brasil, não podemos precisar. Estamos longe, portanto, de uma situação de “tranquilidade” ou de queda no número de casos.

Apesar disso, o que vemos no Brasil é um movimento temerário de relaxamento das medidas de prevenção e na fiscalização de sua aplicação, situação da qual Vitória da Conquista é um, péssimo, e mal exemplo. Seguindo esse rastro da temeridade, aumenta a pressão pela reabertura das escolas. Um movimento que, ainda que escondido atrás de uma barreira de mães e pais, é evidentemente “puxado” pelo setor privado, sempre de olho primeiro no lucro.

Os defensores da reabertura das escolas se apressam em citar exemplos de países estrangeiros. Contudo, muitos destes países, mesmo estando num estágio mais avançado de vacinação (Alemanha, França, Itália, Reino Unido[2] etc), estão atualmente com suas escolas fechadas. Reflexo da situação crítica de avanço da pandemia e disseminação de novas variantes.

No Brasil a experiência com a reabertura de escolas é escassa, mas, ainda assim, preocupante. O estado do Amazonas foi o primeiro a retomar atividades presenciais em escolas no ano passado, ainda no mês de agosto. Após 20 dias de reabertura das escolas, o estado já registrava 342 (sim, mais de trezentos) profissionais da educação infectados/as com a COVID-19[3],[4]. Apesar das denúncias, nada se fez. O desdobramento disso é o triste e cruel quadro de calamidade que infelizmente aflige toda a população amazonense, vítima das políticas negacionistas e genocidas de governos das três esferas. Mas, vítima também da parcela da população que infelizmente se deixou levar por esse discurso negacionista.

Em Campinas-SP, menos de 10 dias após a retomada de atividades presenciais no estado no dia 25 de janeiro de 2021, ao menos três escolas, curiosamente, particulares, foram tomadas por surtos de COVID-19 e obrigadas a fechar[5]. Pergunta-se quantas pessoas foram infectadas, dentro e fora das escolas, nestes 10 dias, até que o surto fosse identificado.

Talvez por conveniência os defensores da retomada presencial das aulas prefiram citar os exemplos distantes e ignorar a realidade local. O fato é que, numa cidade em que o transporte coletivo está entregue ao caos já anteriormente à pandemia, em que a prefeitura mostra incapacidade de fiscalizar o cumprimento dos protocolos de segurança nos estabelecimentos comerciais de todos os setores, não é possível supor, por maior que seja o nosso otimismo, que não se repetirão aqui em Vitória da Conquista situações tristes como as ocorridas em Campinas-SP ou, muito pior, no estado do Amazonas.

Nós, professores e professoras, e demais trabalhadores da educação, não nos recusamos a trabalhar. Muito pelo contrário. Seguimos trabalhando de forma remota, aliás, muito mais do que o fazíamos no ensino presencial, ao contrário do que dizem os detratores e inimigos da educação. Sabemos que o ensino remoto e suas variações possuem muitos problemas e fragilidades, mas entendemos que mais frágil é a nossa vida, a dos demais profissionais ligados à educação, dentro e fora das escolas, de nossos estudantes e dos nossos familiares. São cerca de 4(quatro) mil professores e em torno de 40 mil alunos, só na educação infantil e ensino fundamental da rede municipal de ensino. Se juntarmos os contingentes da rede estadual e rede particular de ensino, chegaremos a números muito mais expressivos e preocupantes quanto aos riscos de avanço da pandemia do coronavírus.

E não julgamos que nossas vidas são mais importantes de quem quer que seja. Entendemos que o retorno do ensino presencial nas escolas, no contexto negacionista em que vivemos no Brasil, representa a possibilidade de um grave, e absolutamente desnecessário, aumento do risco para toda a parcela da classe trabalhadora que hoje já é obrigada a se arriscar todo dia e que já é a maior vítima dessa pandemia. Não há motivo para, só para atender especificamente aos interesses de lucro do setor privado, correr o risco de agravar ainda mais a situação que já vivenciamos no Brasil. A prioridade deve ser sempre a preservação da vida.

Seguimos trabalhando pela educação!

Escolas fechadas, vidas preservadas!

Retorno presencial, só após a vacinação para todas e todos!

Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista – SIMMP

Sindicato dos Professores do Estado da Bahia – SINPRO

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia – APLB

Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – ADUSB

Secretaria da Educação destaca protocolo unificado de volta às aulas em audiência pública na ALBA


A Secretaria da Educação do Estado (SEC) apresentou, nesta terça-feira (16), em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a proposta do protocolo para a volta às aulas. A audiência pública foi promovida pela Comissão da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da ALBA, sendo presidida pela deputada Fabíola Mansur, e contou com as participações, dentre outras autoridades, dos secretários da Educação, Jerônimo Rodrigues, e da Saúde (SESAB), Fábio Vilas Boas.

O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, destacou a frente de trabalho formada pelo Governo do Estado para um protocolo unificado, que além da SEC e da SESAB, é composto por diferentes sujeitos da Educação, a exemplo da União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME); União dos Municípios da Bahia (UPB); do Fórum Estadual de Educação da Bahia (FEEBA); da Secretaria Municipal de Educação de Salvador; e da própria ALBA, e terá o envolvimento de órgãos controladores como a Defensoria e o Ministério Público Estadual. (mais…)

App ‘Preço da Hora Bahia’ permite compartilhar com amigos menores preços de produtos, inclusive gasolina


Encontrou um bom preço de determinado produto e quer compartilhar a oportunidade de economia com amigos e familiares? Isso é possível via aplicativo Preço da Hora Bahia. Lançado pelo Governo do Estado em abril do ano passado como ferramenta de pesquisa de preços praticados no mercado baiano, o aplicativo traz entre suas funcionalidades a possibilidade de compartilhamento de valores dos itens pesquisados via WhatsApp, Instagram, Facebook, SMS, e-mail, Telegram, dentre outros aplicativos.

Fácil de ser acessada, a funcionalidade segue os padrões visuais de compartilhamento da linguagem das redes sociais. Ao clicar no símbolo padrão de compartilhamento – os três pontos interligados –, ao lado do produto pesquisado, o usuário do aplicativo escolhe o meio por onde quer repassar a informação encontrada.

Tendo como forte apelo auxiliar os baianos a evitar deslocamentos desnecessários em meio à pandemia, o Preço da Hora Bahia iniciou o ano de 2021 com 381,8 mil usuários, dos quais 205,8 mil em Salvador. Os números atestam o sucesso da ferramenta que pesquisa em segundos os preços mais baixos de todos os produtos à venda no mercado varejista da Bahia, em todos os 417 municípios, com base nas informações extraídas das notas fiscais eletrônicas.

“Além de facilitar a vida de quem gosta de praticidade e quer evitar circular desnecessariamente em meio à pandemia, o Preço da Hora é uma importante ferramenta de economia para as finanças pessoais ou de empresas”, enfatiza o diretor de Produção de Informações da Sefaz-Ba, Jadson Bitencourt.

Como baixar e utilizar

Para começar a utilizar o aplicativo é simples: ele está disponível para download na Apple Store e no Google Play e também pode ser acessado pelo site precodahora.ba.gov.br.

Além de permitir a pesquisa em um raio de até 30 quilômetros de onde se localiza o usuário, em qualquer município do estado, o app traz uma série de outras funcionalidades. O usuário pode ver na tela o dia e a hora de realização da última venda da mercadoria, além de telefone e rota para se chegar ao estabelecimento onde ela está disponível.

A Sefaz-Ba lançou recentemente a versão 1.2 da ferramenta, com novas funcionalidades, a exemplo da possibilidade de denunciar contribuintes que se recusam a emitir a nota, entre outras irregularidades, e ainda o histórico de preços de combustíveis.

Existem ainda canais específicos para pesquisas em farmácias e postos de gasolina, mapa com as três melhores ofertas na região pesquisada e a possibilidade de se preparar listas de compras com até 40 itens, obtendo os cinco melhores preços na cidade.

Fonte: Ascom/Sefaz-BA

Rui sinaliza ‘toque de recolher’ em toda a Bahia após aumento de mortes e casos de Covid-19


O Governador da Bahia Rui Costa (PT), falou na possibilidade de decretar toque de recolher em toda a Bahia por conta do aumento do número de casos de covid-19  e óbitos relacionados com a doença. A afirmação foi dada na manhã desta terça-feira (16/2), durante entrevista ao BATV, da rede Globo.

“Nós vamos, sim, adotar medidas restritivas para outras atividades. Inclusive, analiso a possibilidade de, se mantiver ao longo desta semana estas mesmas taxas, nós implementarmos o toque de recolher em todo o estado da Bahia, para evitar o pior: cenas de homens e mulheres, idosos, jovens e adultos, clamando por um leito hospitalar sem ter para salvar a vida das pessoas. Essa imagem não queremos e eu não vou ficar passivo, mesmo que contrariando a opinião de alguns”, disse

Em outra entrevista, na semana passada, Rui afirmou que não pretende abrir mais leitos de UTI, mesmo com a possibilidade do sistema de saúde entrar em colapso, e afirmou que espera que as pessoas tomem os cuidados necessários para evitarem precisar de internamento em UTI.

CONFIRA A FALA DE RUI COSTA :

 

Deputado aciona MP contra professora da UESB por postagem que sugere a morte de alunos ricos; Leia nota da UESB


Deputado Carlos Jordy repercute matéria da Jovem Pan em suas redes sociais e afirma que entrou no MP contra a professora da UESB.

 

Uma postagem no Facebook, escrita por uma professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB – repercute na imprensa nacional e levou o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ)  a acionar o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) contra a docente de Vitória da Conquista (BA).

A professora universitária A. M. A. B., que leciona no Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), publicou em uma discussão nas redes sociais com a jornalista e ativista política Priscila Chammas, na quarta-feira (10), que “se morresse bastante filhos de ricos, aí sim nivelaríamos de forma mais humana”.

De acordo com outra postagem da professora, ela afirmou que suas palavras foram descontextualizadas.

O comentário da Professora veio em resposta à crítica da jornalista em relação a demora na volta às aulas no estado da Bahia e a pressão de sindicatos para que as escolas particulares retornassem somente quando as escolas públicas também pudessem retornar.

“Eu queria mesmo que abrisse escola pros filhos de rico. E que os pais sem noção se livrasse da chateação que os filhos causam.. E se morresse bastante filho de rico aí sim nivelaríamos de forma mais humana. Que morram então!”, publicou a professora em comentário que posteriormente foi apagado.

Confira trecho da denúncia do Deputado Carlos Jordy protocolada no MP-BA contra a professora da UESB:

A professora é graduada em Letras pela UERJ(1992), Mestre em Língua Portuguesa pela PUC do Rio (1996) e Doutora em Semiologia pela UFRJ (2001). Pós-doutora pelo Programa de Pós -graduaçao em Letras da UFPE(2015).Professora Titular da Cadeira de Teoria da Literatura no Departamento de Ciências Humanas e Letras(DCHL) da UESB; Coordenadora do Grupo de Pesquisa GETED( Grupo de Estudos em Teorias do Discurso); Professora no Programa de Pós-graduação em Letras: Cultura , Educação e Linguagem(PPGCEL_UESB). Atua na docência de Teoria Literária. Pesquisa a literatura de autoria feminina na literatura brasileira moderna e contemporânea , com o viés da Crítica Feminista.

Procurada pela reportagem pelo Blog do Caique Santos, a docente não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta publicação.

UESB EMITE NOTE

Em nota enviada ao Blog do Caíque Santos, a Uesb disse “que todos os seus posicionamentos oficiais, enquanto Instituição de Ensino Superior Pública, são emitidos pelos canais oficiais que dispõe” e que “qualquer pensamento individual dos seus atores sociais não representa, necessariamente, o que sua comunidade acredita, ainda que a Universidade respeite o direito de expressão”.

LEIA A NOTA DA ADUSB

A ADUSB defende que não se desvie a atenção da verdadeira questão em foco, principalmente nesse contexto em que forças que lucrariam com a Reforma Administrativa se aproveitam de toda oportunidade para difamar os servidores públicos. No atual momento da pandemia, com grande número de casos de covid-19 e sem imunização da população, reiteramos posicionamento contrário à retomada de aulas presenciais, pois como ficou evidente em experiências de retomada recentes, tal retorno coloca em risco não apenas a comunidade escolar/acadêmica, mas toda a sociedade. Ainda neste sentido, nos reunimos no dia 8 de fevereiro com o Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), o Sindicato dos Professores do Estado da Bahia (SINPRO) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) para construção de uma posição conjunta sobre o retorno às aulas presenciais, que resultou na nota a seguir.

Toda vida importa. Infelizmente no Brasil o enfrentamento à pandemia se deu e se dá numa lógica inversa a essa, numa lógica negacionista, de desprezo pela vida, bem representada pelo governo federal de Bolsonaro, mas, infelizmente, reproduzida em maior ou menor grau também por governos estaduais e municipais.

Ultrapassamos a triste marca de mais de 230 mil mortes, com mais de 1 mil mortes por dia, retomando, infelizmente, o patamar de pico de julho/2020[1]. Quantas dessas preciosas vidas poderiam ter sido salvas, não fosse a política negacionista que domina, em maior ou menor grau, as esferas governamentais no Brasil, não podemos precisar. Estamos longe, portanto, de uma situação de “tranquilidade” ou de queda no número de casos.

Apesar disso, o que vemos no Brasil é um movimento temerário de relaxamento das medidas de prevenção e na fiscalização de sua aplicação, situação da qual Vitória da Conquista é um, péssimo, e mal exemplo. Seguindo esse rastro da temeridade, aumenta a pressão pela reabertura das escolas. Um movimento que, ainda que escondido atrás de uma barreira de mães e pais, é evidentemente “puxado” pelo setor privado, sempre de olho primeiro no lucro.

Os defensores da reabertura das escolas se apressam em citar exemplos de países estrangeiros. Contudo, muitos destes países, mesmo estando num estágio mais avançado de vacinação (Alemanha, França, Itália, Reino Unido[2] etc), estão atualmente com suas escolas fechadas. Reflexo da situação crítica de avanço da pandemia e disseminação de novas variantes.

No Brasil a experiência com a reabertura de escolas é escassa, mas, ainda assim, preocupante. O estado do Amazonas foi o primeiro a retomar atividades presenciais em escolas no ano passado, ainda no mês de agosto. Após 20 dias de reabertura das escolas, o estado já registrava 342 (sim, mais de trezentos) profissionais da educação infectados/as com a COVID-19[3],[4]. Apesar das denúncias, nada se fez. O desdobramento disso é o triste e cruel quadro de calamidade que infelizmente aflige toda a população amazonense, vítima das políticas negacionistas e genocidas de governos das três esferas. Mas, vítima também da parcela da população que infelizmente se deixou levar por esse discurso negacionista.

Em Campinas-SP, menos de 10 dias após a retomada de atividades presenciais no estado no dia 25 de janeiro de 2021, ao menos três escolas, curiosamente, particulares, foram tomadas por surtos de COVID-19 e obrigadas a fechar[5]. Pergunta-se quantas pessoas foram infectadas, dentro e fora das escolas, nestes 10 dias, até que o surto fosse identificado.

Talvez por conveniência os defensores da retomada presencial das aulas prefiram citar os exemplos distantes e ignorar a realidade local. O fato é que, numa cidade em que o transporte coletivo está entregue ao caos já anteriormente à pandemia, em que a prefeitura mostra incapacidade de fiscalizar o cumprimento dos protocolos de segurança nos estabelecimentos comerciais de todos os setores, não é possível supor, por maior que seja o nosso otimismo, que não se repetirão aqui em Vitória da Conquista situações tristes como as ocorridas em Campinas-SP ou, muito pior, no estado do Amazonas.

Nós, professores e professoras, e demais trabalhadores da educação, não nos recusamos a trabalhar. Muito pelo contrário. Seguimos trabalhando de forma remota, aliás, muito mais do que o fazíamos no ensino presencial, ao contrário do que dizem os detratores e inimigos da educação. Sabemos que o ensino remoto e suas variações possuem muitos problemas e fragilidades, mas entendemos que mais frágil é a nossa vida, a dos demais profissionais ligados à educação, dentro e fora das escolas, de nossos estudantes e dos nossos familiares. São cerca de 4(quatro) mil professores e em torno de 40 mil alunos, só na educação infantil e ensino fundamental da rede municipal de ensino. Se juntarmos os contingentes da rede estadual e rede particular de ensino, chegaremos a números muito mais expressivos e preocupantes quanto aos riscos de avanço da pandemia do coronavírus.

E não julgamos que nossas vidas são mais importantes de quem quer que seja. Entendemos que o retorno do ensino presencial nas escolas, no contexto negacionista em que vivemos no Brasil, representa a possibilidade de um grave, e absolutamente desnecessário, aumento do risco para toda a parcela da classe trabalhadora que hoje já é obrigada a se arriscar todo dia e que já é a maior vítima dessa pandemia. Não há motivo para, só para atender especificamente aos interesses de lucro do setor privado, correr o risco de agravar ainda mais a situação que já vivenciamos no Brasil. A prioridade deve ser sempre a preservação da vida.

Seguimos trabalhando pela educação!

Escolas fechadas, vidas preservadas!

Retorno presencial, só após a vacinação para todas e todos!

 

Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista – SIMMP

Sindicato dos Professores do Estado da Bahia – SINPRO

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia – APLB

Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – ADUSB

 

 

Prefeitura detalha esquema de distribuição da 2ª dose da CoronaVac


O município vai começar, na próxima sexta (19), a aplicação da segunda dose da CoronaVac, do Instituto Butantan, nos trabalhadores da saúde que receberam a primeira dose a partir do dia 19 de janeiro, quando foi iniciada a campanha em Conquista.

No momento da aplicação da primeira dose, já foi agendada no cartão de vacina a data para aplicação da segunda dose, a partir do dia 19 de fevereiro – respeitando o prazo de 30 dias entre a aplicação das doses, conforme preenchido nos cartões de vacinação.

Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde montou três estratégias para os dias 19, 20, 22 e 23 de fevereiro:

– Drive-thru no Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO), exclusivo para carros e motos;

– Ponto fixo de vacinação na Quadra Esportiva da Fainor, exclusivo para pedestres;

– Pontos de vacinação dentro dos hospitais que estarão vacinando seus respectivos trabalhadores

Nos pontos, a vacinação vai acontecer no horário de 9h às 16h, exceto no sábado (20), que será de 9h às 14h. Para garantir a aplicação da segunda dose, é imprescindível que o trabalhador da saúde leve o cartão de vacina com a data de aprazamento e documento pessoal com foto.

Para esta etapa, o município recebeu na última sexta (12) uma remessa com 4.040 doses da vacina – exatamente o mesmo quantitativo da primeira remessa recebida no dia 19 de janeiro, quando foi iniciada a vacinação.

Até o momento, não foi sinalizada a entrega de novas remessas de vacinas e, por isso, a Secretaria de Saúde ainda não poderá iniciar a vacinação de novos grupos. A população deve aguardar o recebimento de mais doses e estar atenta aos canais oficiais da Prefeitura, onde serão divulgadas todas as informações previamente.

Bolsonaro ataca a imprensa e sugere tirar jornais de circulação


ESTADO DE MINAS: O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a reclamar da restrição imposta pelo Facebook para que recebesse de apoiadores imagens sobre os impostos cobrados em combustíveis e disse que seria “certo” tirar jornais de circulação. Segundo o presidente, a Advocacia-Geral da União (AGU) foi acionada para que investigue o bloqueio imposto pela plataforma, que proibiu a publicação de imagens em páginas de conteúdo político.
“O certo é tirar de circulação GloboFolha de S.PauloEstadãoAntagonista. São fábricas de fake news. Agora deixa o povo se libertar, ter liberdade. Logicamente, se alguém extrapolar alguma coisa, tem a Justiça para recorrer. Agora o Facebook vir bloquear a mim (sic) e a população. É inacreditável que isso impere no Brasil. E não há reação da própria mídia”, afirmou Bolsonaro do litoral catarinense onde passa o período de Carnaval.
Apesar da declaração, Bolsonaro disse que não tomaria providências para a censura aos jornais por ser “um democrata”.
Sob pressão de setores de transporte e caminhoneiros pelo preço dos combustíveis, no último dia 11, o presidente pediu a apoiadores para que abasteçam os veículos em postos de combustíveis e enviem foto de notas fiscais com os valores pagos.

Segundo o presidente, o intuito é encontrar indícios de bitributação e esclarecer as alíquotas pagas em impostos federais e estaduais. O presidente afirma que sofreu bloqueio do Facebook para se comunicar, receber imagens e utilizar a rede social.

“Aos críticos: fiquem tranquilos, vocês estão sempre preocupados com alguma coisa. Os combustíveis continuam aí com uma nuvem muito carregada no horizonte mas vamos resolver esse problema”, afirmou o presidente em transmissão feita nas redes do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Vídeo: Cliente do ‘Atacadão’ é baleado por disputar caixa de papelão; Assista


Uma discussão banal pode ter sido o motivo de um crime dentro do supermercado Atacadão, no bairro da Fazenda Grande 2. Salvador. Um homem que não teve a indenidade ainda revelada, foi baleado em um supermercado de Salvador na tarde desta segunda-feira (15), após discussão por causa de uma caixa de papelão, segundo o Correio*

O fato da empresa ATACADÃO não fornecer sacolinhas gratuitamente, propicia que alguns clientes disputem caixas de papelão eventualmente dispensadas nos corredores. Isso pode ter sido o estopim da briga.

Por meio de nota, o Atacadão informou que após os disparos, a loja foi evacuada para segurança de todos os clientes. Informou ainda que a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e o cliente ferido foi levado para o hospital. O supermercado disse que irá colaborar com as investigações.

Segundo a Polícia Militar, policiais da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (3ªCIPM) foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) por volta das 12h20 para atender a uma ocorrência em que um homem foi vítima de disparo de arma de fogo dentro de um supermercado na Estrada do Coqueiro Grande.

O exemplo do despreparo da maioria da população, como neste episódio, ocorre em meio a mais uma flexibilização de compra e porte de armas.

No local, os policiais encontraram um homem, que não teve a identidade revelada, caído no chão e com dificuldade de locomoção. A vítima socorrida pelo Samu foi encaminhada para o Hospital Municipal, no bairro de Cajazeiras, onde está fora de perigo, segundo informou a Polícia Civil.

Ainda de acordo com a polícia, familiares da vítima estiveram na 13ª DT/Cajazeiras para registrar o fato. Representantes do supermercado também estiveram na unidade para fornecer as imagens do circuito de segurança.

Com informações: G1/CORREIO*/ARATUONLINE

 

 

EL PAIS: Decretos para aumento de venda de armas elevam insegurança com Bolsonaro e tema pode chegar ao STF

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a sexta-feira, véspera de um quase Carnaval no Brasil, para assinar quatro decretos que facilitam ainda mais a venda de armas e reduzem a fiscalização pelos órgãos competentes. É o trigésimo ato normativo publicado nos últimos dois anos por Bolsonaro, dentro de uma política que ajudou a aumentar as armas em circulação no Brasil. O anúncio, feito pelo twitter do mandatário, gerou reações imediatas entre entidades ligadas a direitos humanos e lideranças políticas. “O populismo armamentista de Bolsonaro, além de agravar o problema [de violência], é uma cortina de fumaça para suas aspirações golpistas”, escreveu Marcelo Freixo, deputado do PSOL no Rio. Freixo anunciou um projeto para anular os últimos decretos de Bolsonaro e protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal. “O presidente não pode legislar sobre armas via decreto”, reclamou o deputado.

Um levantamento do jornal O Globo mostra que só a posse de armas nas mãos de civis deu um salto de 65% no país desde dezembro de 2018, pouco antes de Bolsonaro assumir o poder no dia 1 de janeiro. No final de janeiro eram mais de 1,1 milhão de armas nas mãos de cidadãos, número que deve subir facilmente caso os decretos do presidente não forem derrubados na Justiça, como esperam os especialistas em segurança pública. Dentre as normas previstas pelo Governo, estão o aumento de limite de compra de armas para cidadão, que passam de 4 para 6 armas. O número pode chegar a 8 para membros da magistratura, do Ministério Público e os integrantes de polícia e agentes e guardas prisionais.

Outras medidas preveem a redução de controle e rastreamento de armas e munições, um risco que coloca os armamentos mais próximos do crime organizado. Há facilidade para que atiradores e caçadores, por exemplo, comprem entre 30 e 60 armas, sem necessidade de autorização expressa do Exército. Projeteis e máquinas para recarga de munições e carregadores também deixam de ser controlados pelo Exército. Facilitação de acesso armas mais restritas, que interessam às milícias. “O aumento da venda de armas de maior potencial circulando inevitavelmente acaba inevitavelmente abastecendo o crime”, diz Carolina Ricardo, diretora do Instituto Sou da Paz. “Uma arma de um acervo de um atirador ou caçador pode ser roubada ou desviada e abastecer o mercado ilegal”, alerta ela, lembrando que a inexistência de rastreamento dificulta a investigação de crimes. No ano passado, uma portaria do Exército revogou regras sobre rastreamento de armas e munições, dispositivos de segurança e marcação de armas de fogo e munição no Brasil.

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A política ostensiva de liberação de armas do Governo Bolsonaro tem gerado insegurança na sociedade, especialmente depois da invasão do Capitólio nos Estados Unidos, no dia 6 de janeiro. O presidente ultradireitista não condenou até hoje a invasão dos eleitores de Trump que não aceitaram o resultado da eleição. Bolsonaro também não perde uma oportunidade para reforçar o discurso de desconfiança sobre as urnas eletrônicas – sem evidências para tal — e de dizer que quer ver a população armada, antecipando uma crise que ele pode abrir no ano que vem, caso não seja reeleito nas presidenciais.

Em nota, o Instituto Igarapé, think tank que estuda a segurança pública, afirmou que o pacote de decretos “não só tem efeitos letais para o país que mais mata com armas de fogo no mundo, como reforça possíveis ameaças à democracia e à segurança da coletividade”. Segundo Michele dos Ramos, assessora especial Igarapé, “há muitas perguntas a serem respondidas pelas autoridades federais sobre as motivações políticas do descontrole de armas no país, uma vez que não há qualquer justificativa ou conhecimento técnico que embase as perigosas mudanças”.

Após divulgar a nota técnica, Ilona Szabó, cofundadora e presidente do Instituto Igarapé, foi bloqueada pelo presidente no Twitter. “Impressionante ver como a máquina do ódio é eficiente e está aparelhada para bloquear qualquer contestação à narrativa oficial. Isso só acontece em ditaduras. Já vivemos tempos de exceção”, disse.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos (PL-AM), aliado de Bolsonaro, criticou as novas medidas. “Mais grave que o conteúdo dos decretos relacionados a armas editados pelo presidente é o fato de ele exacerbar do seu poder regulamentar e adentrar numa competência que é exclusiva do Poder Legislativo. O presidente pode discutir sua pretensão, mas encaminhando PL a Câmara”, escreveu no Twitter.

Bolsonaro ignorou as críticas e ironizou que “o povo está vibrando” com as novas medidas. Ele publicou um vídeo em que comenta os decretos com um pequeno grupo de pessoas no sul do país. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara, reagiu “Bolsonaro considera a parte pelo todo. Acha que seu mundo extremo representa o país. O povo não está vibrando. O povo não quer armas. A população anseia pelas vacinas”.

A crise de saúde pública da pandemia do coronavírus parece ter criado um cenário propício para o desmonte da política pública de combate às armas, uma promessa eleitoral que Bolsonaro tem se empenhado em cumprir com sua política de decretos pró-armamentista, que já conseguiu desconfigurar o Estatuto do Desarmamento, conjunto de leis voltadas ao controle de armas e responsável por salvar mais de 160.000 vidas, segundo estudos.

O Governo chegou até mesmo a zerar a alíquota de importação de armas com argumento de que isso iria estimular o comércio. O caso foi parar no Supremo, após um pedido do PSB, e o ministro Edson Fachin suspendeu a decisão. Ele considerou que, embora o presidente da República tenha prerrogativa para conceder isenção tributária, a opção de fomento à aquisição de armas por meio de incentivos fiscais colide com o direito à vida e à segurança, que são garantidos constitucionalmente.

A política armamentista de Bolsonaro vai na contramão da política pública que será adotada nos Estados Unidos no Governo de Joe Biden. O presidente norte-americano pediu neste domingo (14) que o Congresso aja “imediatamente” para limitar a circulação de armas de fogo em um comunicado que marca os três anos do ataque a escola de ensino médio em Parkland, Flórida, onde 14 estudantes e três professores morreram. “Este Governo não vai esperar pelo próximo tiroteio em massa para ouvir os apelos à ação”, afirmou Biden no comunicado.

Live de Carnaval do Olodum nesta terça-feira na TVE


 

Nesta terça-feira (16), o Bloco Afro Olodum apresenta a live ‘“Uma História dos Carnavais” com a presença de Margareth Menezes e do Bloco Afro Ilê Aiyê. O show virtual será transmitido pela TVE, a partir das 19h e ainda será exibido no canal do Youtube e perfis do Instagram e Facebook do Olodum.

Comemorando 41 anos de sucessos, direto da Casa Olodum, o show virtual irá marcar o aniversário do Bloco contando a história e apresentando um repertório dos principais hits carnavalescos que influenciaram a música baiana. Sucessos como Faraó, Avisa lá, Rosa, Deusa do Amor, Protesto Olodum e muitas outras que embalaram os desfiles do bloco nos carnavais de soteropolitanos.

A apresentação acontece nesta terça carnavalesca, dia que historicamente o Bloco atravessaria a Passarela Nelson Maleiro no Campo Grande e faria a tradicional paradinha no estúdio da TVE para mandar seu recado e cantar ao vivo na varanda da emissora .

SERVIÇO:

Show “Uma História dos Carnavais – Live de carnaval do Olodum”

Terça-feira (16), às 19h

Onde: TVE e YouTube Canal Olodum