Alarme Falso: Mpox é descartada em Vitória da Conquista após nova análise do LACEN; caso era catapora

Imagem de microscópio eletrônico mostra partículas do vírus da mpox, em laranja, encontradas dentro de células infectadas, em verde. — Foto: NIAID

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia reclassificou como varicela (catapora) o caso que havia sido inicialmente confirmado como Mpox em Vitória da Conquista. A revisão foi publicada em nota técnica nesta sexta-feira (20), após nova análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista, não há, até o momento, nenhum caso confirmado de Mpox no município em 2026.

A paciente, mulher entre 30 e 39 anos, residente em outro município, permanece internada em área de isolamento no Hospital Geral de Vitória da Conquista. Ela foi admitida no dia 5 de fevereiro, apresentando lesões cutâneas vesiculares e crostas.

Segundo a nota oficial, exames laboratoriais iniciais apontaram confirmação para Mpox. No entanto, também houve resultado positivo para varicela. Diante da duplicidade e da semelhança clínica entre as duas doenças na fase inicial, a Sesab solicitou nova análise.

O resultado revisado descartou Mpox e confirmou o diagnóstico de varicela.

A Secretaria Municipal afirma que todas as medidas adotadas seguiram os protocolos sanitários vigentes, incluindo isolamento, investigação epidemiológica e monitoramento clínico. A paciente apresenta evolução satisfatória.

Alarme falso

O caso gerou alerta porque houve confirmação laboratorial inicial para Mpox, posteriormente revista.

Mpox e varicela são causadas por vírus diferentes, mas podem apresentar manifestações semelhantes no início, especialmente lesões cutâneas vesiculares.

A reclassificação levanta questionamentos técnicos importantes:

  • Qual metodologia foi utilizada no primeiro exame?

  • Houve contraprova antes da divulgação inicial?

  • O resultado inicial foi um falso positivo?

  • O protocolo prevê divulgação antes da revisão?

Até o momento, não há detalhamento público sobre a metodologia utilizada ou a razão técnica exata para a divergência. A transparência na comunicação é essencial em situações que envolvem saúde pública, especialmente quando há anúncio prévio de confirmação de uma doença que exige protocolos específicos de controle.

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