Petrobras corta oferta de diesel e eleva risco de alta nos preços e tensão com caminhoneiros

Redução de até 20% no volume vendido pressiona importações, encarece combustível e pode impactar frete e inflação

A Petrobras reduziu em até 20% a oferta de diesel e gasolina para distribuidoras para abril, em comparação ao mesmo período do ano passado. A medida surpreendeu o setor e deve pressionar os preços dos combustíveis nas próximas semanas.

Além da redução no volume, a estatal passou a liberar o produto em cotas diárias, o que dificulta o planejamento das distribuidoras e aumenta a incerteza sobre o abastecimento.

Com menor oferta interna, empresas do setor tendem a ampliar a importação de combustíveis. Como o diesel importado tem custo mais elevado, influenciado pelo dólar, transporte e armazenagem, a tendência é de repasse gradual ao consumidor.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido. Esse percentual pode crescer com a restrição, ampliando a pressão sobre os preços nas bombas, especialmente em um período de maior demanda por conta do escoamento da safra agrícola.

O impacto também atinge diretamente o transporte rodoviário. O diesel é o principal custo da atividade, e aumentos no combustível nem sempre são acompanhados por reajustes imediatos no valor do frete. O cenário pode intensificar a insatisfação de caminhoneiros, que já vêm cobrando medidas relacionadas ao preço do diesel e à fiscalização do piso mínimo do frete.

A elevação dos custos logísticos tende a ser repassada ao preço final de produtos, sobretudo alimentos, o que pode gerar pressão adicional sobre a inflação.

Em nota, a Petrobras afirmou que opera em carga máxima e que a medida busca adequar a oferta à capacidade de produção nacional. A empresa também informou que antecipou entregas às distribuidoras e que seguirá acompanhando o cenário, incluindo eventuais decisões regulatórias.

A decisão ocorre em um momento de sensibilidade no setor de transportes, com recentes ameaças de paralisação. A combinação entre oferta restrita e custos elevados mantém o risco de novas tensões no radar.

Com informações da CNN

Siga o BCS em todas as Redes Sociais

Receba Notícias direto no seu Celular:

Relacionadas

Siga o BCS em todas as Redes Sociais

Receba Notícias direto no seu Celular:

Mais lidas

Noticias Recentes

Noticias Relacionadas