Super El Niño pode causar 451 mil mortes no mundo; Brasil é o 5º mais afetado

Arte ilustrativa sobre o fenômeno El Niño e aquecimento do Oceano Pacífico
Imagem ilustrativa: Reprodução/CNN Brasil

O calor extremo associado ao Super El Niño pode provocar cerca de 451 mil mortes adicionais no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, na comparação com um ano considerado normal. A projeção coloca o Brasil entre os países mais afetados pelo fenômeno.

O levantamento aponta que o país pode registrar, em média, 13,3 mil mortes relacionadas ao calor extremo no período analisado. Com esse número, o Brasil aparece como o quinto país mais afetado da lista, atrás de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia.

A estimativa considera que a temperatura média global ficará 1,2°C acima do normal nos próximos meses. O fenômeno teve início no segundo semestre de 2026 e deve provocar 44% mais dias de calor extremo do que seria esperado em um ano comum.

Somente entre dezembro e fevereiro, a projeção é de aproximadamente 8 mil mortes adicionais no Brasil. O período preocupa porque coincide com meses de temperaturas mais altas em boa parte do território nacional.

As condições previstas se aproximam de temperaturas que, em um cenário normal, seriam esperadas apenas nas próximas duas décadas. O alerta reforça o impacto crescente dos eventos climáticos extremos sobre a saúde pública.

O estudo trata as mortes adicionais como aquelas que excederiam o número esperado para os mesmos meses em um ano normal. Portanto, os dados são uma projeção de mortalidade, não uma contagem de mortes já ocorridas.

Para chegar aos números, os pesquisadores calcularam a relação entre temperatura e mortalidade em 24.378 regiões do mundo e compararam as temperaturas previstas com a média registrada entre 1996 e 2025.

Especialistas apontam que parte das mortes pode ser evitada com medidas de adaptação ao calor, como sistemas de alerta para temperaturas extremas, ampliação do atendimento de saúde para populações vulneráveis, pontos de hidratação, centros de resfriamento e proteção a trabalhadores expostos ao sol.

Os efeitos do calor extremo também podem continuar após o período inicialmente analisado, especialmente em regiões que enfrentarão o verão nos meses seguintes.

Fonte: CNN Brasil.

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