Em entrevista, Jaques Wagner sinaliza busca de diálogo com Sheila Lemos em ano eleitoral

Nesta quarta-feira (21), em entrevista à Rádio Líder FM, de Camaçari, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou que o grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) segue em diálogo com diversos atores do cenário estadual enquanto prepara as estratégias para as eleições de 2026.

Wagner destacou que há conversas em andamento com diferentes lideranças, incluindo a própria prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), sinalizando uma tentativa de construir um campo político mais amplo. Segundo ele, o objetivo é organizar uma frente capaz de enfrentar diferentes cenários e adversários na disputa.

“A gente tem que preparar o melhor que a gente tem para enfrentar qualquer time que vier”, declarou o senador, reforçando a necessidade de união em torno de um projeto competitivo para o próximo pleito.

Ao afirmar que é preciso “preparar o melhor time para enfrentar qualquer adversário”, Wagner deixa claro que o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues não pretende repetir erros do passado, quando alianças tardias ou isolamento político custaram caro. A mensagem é simples: ideologia importa, mas vencer eleições exige amplitude, diálogo e leitura fria da realidade.

Vitória da Conquista entra nesse tabuleiro não apenas pelo peso eleitoral, mas pelo simbolismo. A cidade, historicamente marcada por disputas duras entre PT e oposição, hoje é governada por uma prefeita que mantém relação institucional com o governo estadual e evita o confronto ideológico permanente. Isso a torna, gostem ou não os mais radicais, uma liderança “conversável”.

É evidente que diálogo não significa aliança. Mas, na política, o gesto de falar já é um movimento. Ao citar publicamente Sheila Lemos, Jaques Wagner reposiciona peças, testa reações e amplia o campo de possibilidades. Também provoca desconforto em bases mais ideologizadas, tanto da esquerda quanto da direita, que ainda enxergam a política como um território de trincheiras fixas.

No fundo, a fala de Wagner é um aviso de que o PT baiano não pretende entrar em 2026 encurralado, nem refém de alianças automáticas. O jogo está aberto. Em política, silêncio também comunica. Mas, desta vez, falar foi a estratégia.

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