Carros foram vendidos ilegalmente em esquema de estelionato e associação criminosa; prejuízo ultrapassa R$ 5,5 milhões
A Polícia Civil da Bahia recuperou mais de 60 veículos pertencentes à frota da empresa Movida Locação de Veículos S.A., que haviam sido desviados por meio de um esquema de estelionato e associação criminosa que operava desde, ao menos, junho de 2025.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista (DRFR/DEIC), que intensificou as diligências para localizar e restituir os automóveis à empresa.
Como funcionava o esquema
De acordo com informações prestadas por representantes da Movida, mais de 70 veículos teriam sido vendidos ilegalmente pelo ex-colaborador identificado pelas iniciais D.J.S., de 26 anos, agente de locação. Segundo a apuração, ele simulava contratos de aluguel para retirar os automóveis da filial da empresa localizada no Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista.
Os veículos eram repassados ao investigado R.V.S.A., de 36 anos, que os comercializava a terceiros de boa-fé por valores abaixo da média de mercado.
A investigação interna da empresa identificou inicialmente 61 veículos vinculados a contratos fraudados, além de diversas transações financeiras consideradas suspeitas, incluindo pagamentos via PIX realizados por um dos investigados à empresa utilizando CPF pessoal, prática dissociada dos fluxos regulares da companhia.
Veículos recuperados
Durante as medidas de rastreamento e diligências policiais, mais de 60 veículos já foram recuperados pela Polícia Civil. Segundo os autos, mais de 50 foram entregues ou apresentados diretamente na loja da Movida em Vitória da Conquista.
Até o momento, a Polícia Civil confirma que mais de 60 veículos foram formalmente devolvidos na loja da Movida do Aeroporto Glauber Rocha e na Delegacia de Vitória da Conquista. Outras dezenas continuam sendo apreendidas em diligências sucessivas.
A polícia informou ainda que alguns veículos tiveram o sistema de rastreamento propositalmente corrompido pelos investigados, o que dificultou parte do trabalho de localização.
Investigação em andamento
As investigações continuam para delimitar a extensão total dos prejuízos, que ultrapassam R$ 5,5 milhões, além de apurar o possível envolvimento de outras pessoas no esquema e identificar veículos ainda não localizados.
Foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos, e diversas pessoas estão sendo ouvidas para embasar o procedimento.
A DRFR/DEIC orienta que proprietários que tenham adquirido veículos de boa-fé compareçam espontaneamente à unidade policial para apresentação do bem e esclarecimentos.
Fonte: Polícia Civil da Bahia.
















