A Prefeitura de Vitória da Conquista, informou que acompanha as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2028 entre as concessionárias do transporte coletivo urbano, Viação Rosa e Atlântico Transportes, e o Sindicato dos Rodoviários. Durante as negociações, as empresas propuseram reajuste linear de 4,11%, alegando que o índice é semelhante ao adotado recentemente em Salvador, e aumento de 4,11% no vale-alimentação, conforme o acumulado da inflação. Por sua vez, o sindicato apresentou propostas que incluem reajustes salariais entre 6% e 10%, além da redução da jornada de trabalho.
Nesta segunda-feira (1º), o Sindicato dos Rodoviários anunciou paralisações temporárias, a partir de hoje, nos horários de pico — início da manhã, meio-dia e 18h — nos dias 1º e 2 de junho (segunda e terça-feira), além da possibilidade de greve geral a partir de 3 de junho (quarta-feira). O presidente do sindicato, Álvaro Silva Souza, disse que aguardou até a meia-noite de sexta-feira (29), uma contraproposta das empresas, mas que não obteve resposta.
Algumas instituições de ensino chegaram a suspender as aulas.
O Sindicato afirma que vai manter o mínimo de 30% da frota em cada linha.
Prefeitura é contra o aumento pretendido pelo Sindicato
Segundo a nota, a prioridade da Administração Municipal é garantir a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população, preservando o equilíbrio financeiro do sistema e mantendo uma tarifa acessível, que promova a inclusão social e permita aos usuários se deslocarem pela cidade sem comprometer o orçamento familiar.
A Prefeitura informa ainda que destina subsídios públicos ao sistema de transporte coletivo, provenientes do mesmo orçamento que financia áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública, para vitar que os custos operacionais sejam integralmente repassados aos passageiros.
Os reajustes acima dos índices inflacionários, segundo a Prefeitura, impactam diretamente os custos do sistema, podendo exigir aumento dos subsídios públicos ou reajuste da tarifa, medidas que a gestão busca evitar para proteger tanto as finanças municipais quanto o bolso do cidadão.
O Governo Municipal reforça que o transporte público é um serviço essencial e, por força de lei, não pode ser totalmente interrompido. Por isso, com as paralisações sejam confirmadas, a Administração adotará todas as medidas legais cabíveis para assegurar o cumprimento da operação mínima exigida, especialmente nos horários de maior demanda, reduzindo os impactos para trabalhadores, estudantes e demais usuários.
Além disso, equipes da Prefeitura estarão mobilizadas nos terminais e em pontos estratégicos da cidade para monitorar a operação e fiscalizar o cumprimento das obrigações contratuais pelas concessionárias, aplicando as sanções previstas em caso de irregularidades.
A Prefeitura de Vitória da Conquista reafirma que não permitirá prejuízos ao direito de ir e vir da população e seguirá acompanhando de perto as negociações, na expectativa de que empresas e trabalhadores alcancem um entendimento pautado pelo diálogo, pela responsabilidade e pelo respeito aos milhares de conquistenses que dependem diariamente do transporte coletivo.







