Prefeitura responde a críticas sobre saúde mental e anuncia ampliação da rede em Vitória da Conquista

Município diz que já possui diferentes serviços para atender pacientes e prevê novas unidades, além de um CAPS III com funcionamento 24 horas

A Prefeitura de Vitória da Conquista divulgou nesta quarta-feira (2) detalhes da estrutura de atendimento em saúde mental do município e anunciou novas medidas para ampliar a rede. A manifestação ocorre depois de o Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista (CHVC) apontar problemas no atendimento de pacientes em crise e a sobrecarga da UPA

Segundo a Prefeitura, o município possui uma rede formada por CAPS, Ambulatório de Saúde Mental, Residência Terapêutica e serviços de urgência e emergência. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que também está trabalhando na reorganização dos fluxos entre essas unidades.

O CAPS AD III atende, de acordo com os dados apresentados pela gestão, cerca de 1.200 pessoas por mês. O serviço é voltado principalmente para pacientes com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Já o CAPS II acompanha aproximadamente 4.600 pacientes ativos com transtornos mentais graves e persistentes. A unidade oferece consultas médicas e psicológicas, terapias, oficinas e outras atividades.

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No atendimento a crianças e adolescentes, o CAPS i possui 3.841 pacientes ativos e realiza, em média, 50 atendimentos por dia.

Outro serviço citado pela Prefeitura é o Ambulatório de Saúde Mental do Cemae, que tem 10.995 cadastros ativos e registra cerca de 70 atendimentos por dia. O atendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais e pode ocorrer por encaminhamento ou demanda espontânea.

A rede municipal conta ainda com uma Residência Terapêutica, que atualmente acolhe cinco moradores em regime de 24 horas.

Prefeitura anuncia novas unidades

Apesar da estrutura apresentada, a própria Prefeitura informa que há novas medidas em andamento para ampliar a capacidade de atendimento.

Uma delas é a implantação de um protocolo específico de classificação de risco em saúde mental. A intenção é estabelecer critérios para definir para onde cada paciente deve ser encaminhado, de acordo com a gravidade do caso.

Também estão previstas duas novas sedes próprias para o CAPS i. Uma deverá receber o serviço que já funciona no município e a outra será destinada à implantação de uma nova unidade.

A Prefeitura também planeja criar um CAPS III com funcionamento 24 horas e acolhimento noturno. A unidade ainda está em fase de planejamento.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a nova estrutura deverá permitir que pacientes que necessitem de acompanhamento intensivo tenham uma alternativa de atendimento contínuo dentro da própria rede.

Fluxo entre UPA, CAPS e hospitais

A Prefeitura também informou que está trabalhando na definição dos fluxos entre Atenção Básica, CAPS, UPA, SAMU 192 e o pronto-atendimento do Hospital Crescêncio Silveira.

A Secretaria afirma ainda estar discutindo com a Unimec e o Hospital São Vicente de Paulo uma forma de compartilhar informações sobre pacientes atendidos em situações de crise.

A ideia, segundo o município, é melhorar a continuidade do tratamento e reduzir o número de reinternações.

A secretária municipal de Saúde, Lorena Almeida, afirmou que a saúde mental é uma das prioridades da gestão.

“Vitória da Conquista conta com serviços que acolhem, acompanham e orientam a população de acordo com as diferentes necessidades, desde a Atenção Básica até os serviços especializados”, disse.

O que muda com as medidas anunciadas

A Prefeitura apresenta a existência de uma estrutura com diferentes serviços, enquanto o CHVC chama atenção para as dificuldades enfrentadas no atendimento de pacientes em crise e para a pressão sobre a UPA.

As duas posições colocam no centro da discussão a necessidade de melhorar a articulação entre os serviços.

Entre as medidas anunciadas pela Prefeitura estão justamente mudanças nesse fluxo, a ampliação do atendimento para crianças e adolescentes e o planejamento de um CAPS III 24 horas.

Por enquanto, essas novas estruturas ainda não estão funcionando. A resposta da Prefeitura, portanto, combina a apresentação da rede que já existe com medidas que ainda serão implantadas ou estão em planejamento.

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