Combustíveis ficam mais caros na Bahia e diesel tem alta de até R$ 0,87

O Sindicombustíveis Bahia divulgou nota nesta quinta-feira (17) para alertar sobre novos aumentos nos preços dos combustíveis praticados pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe. A entidade afirma que a revenda não controla os preços na origem e diz que a Bahia pode perder competitividade em relação a estados vizinhos.

Segundo o sindicato, o diesel S-10 subiu R$ 0,7046 por litro no produto misturado, enquanto o diesel S-500 teve alta de R$ 0,8746 por litro. Na gasolina A, o aumento informado foi de R$ 0,1025 por litro.

O reajuste ocorre em um momento em que o Governo Federal adotou novas medidas para conter o impacto da alta internacional dos combustíveis, especialmente sobre o diesel.

A Portaria do Ministério da Fazenda nº 2.813/2026 estabeleceu uma nova subvenção de R$ 1,00 por litro de diesel A rodoviário, pelo prazo de 30 dias. A Petrobras aderiu ao mecanismo e aumentou em R$ 1,00 o preço do diesel vendido às distribuidoras, mas concedeu, ao mesmo tempo, um desconto no mesmo valor. Na prática, o preço efetivamente pago pelas distribuidoras à Petrobras permaneceu inalterado.

Na Bahia, porém, existe uma situação diferente. A Refinaria de Mataripe é operada pela Acelen, empresa privada e independente da Petrobras. Por isso, a política comercial da estatal não se aplica automaticamente à refinaria baiana.

O programa federal de subvenção não é exclusivo da Petrobras e a adesão é facultativa. Assim, o ponto central não é o fato de a Acelen ser concorrente da estatal, mas a participação ou não da empresa no mecanismo de compensação. Enquanto o reajuste anunciado pela Petrobras foi neutralizado pelo subsídio federal, os aumentos praticados pela Acelen chegaram às distribuidoras baianas, segundo o Sindicombustíveis.

Essa diferença ajuda a explicar a preocupação do setor com a competitividade da Bahia. Enquanto distribuidoras abastecidas por fornecedores participantes do programa podem ter parte da alta do diesel compensada pela União, reajustes praticados fora desse mecanismo podem chegar mais diretamente à cadeia de distribuição.

No caso da gasolina, a situação é diferente. A subvenção de R$ 1,00 anunciada pelo Governo Federal é específica para o diesel. Portanto, o aumento de R$ 0,1025 informado pelo sindicato para a gasolina A da Acelen não deve ser atribuído à ausência desse subsídio.

O Sindicombustíveis Bahia afirma que os postos são a última etapa da cadeia e que não têm controle sobre os preços praticados pelas refinarias e distribuidoras. A entidade teme que diferenças na origem dos combustíveis acabem produzindo preços distintos entre a Bahia e estados abastecidos majoritariamente pela Petrobras.

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