O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou 50,8% dos pedidos analisados entre janeiro e julho de 2026. Foram cerca de 10,34 milhões de requerimentos decididos, dos quais aproximadamente 5,25 milhões foram indeferidos.
O índice foi divulgado enquanto o governo federal anunciava ter “zerado” a fila do INSS. Em 3 de setembro, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que o instituto havia analisado, em agosto, mais pedidos do que o número de novos requerimentos recebidos.
A medida, porém, não significa que não existam processos aguardando resposta. O estoque caiu de mais de 3 milhões no início do ano para cerca de 1,28 milhão em agosto. Desse total, aproximadamente 261 mil pedidos aguardavam havia mais de 45 dias.
Em julho, o INSS recebeu cerca de 1,4 milhão de novos pedidos e respondeu a aproximadamente 1,6 milhão. No primeiro semestre, foram 4,32 milhões de negativas e 4,24 milhões de concessões. Em junho, cerca de 938 mil requerimentos foram indeferidos, contra 792,5 mil aprovados.
O percentual acumulado até julho ficou próximo do recorde registrado no mesmo período de 2021, quando 50,9% dos pedidos foram recusados.
Segundo o INSS, o aumento das análises eleva tanto o número de concessões quanto o de indeferimentos. As negativas podem ocorrer por falta de documentos, ausência dos requisitos legais ou resultado de perícia médica e avaliação social.
O segurado pode consultar o motivo da decisão pelo Meu INSS e, conforme o caso, apresentar recurso administrativo ou pedir a revisão.
Fonte: Portal da Transparência Previdenciária e Ministério da Previdência Social.












