Flávio defende inocência de PM acusado de matar Ana Clara; mãe contesta versão

Flávio Bolsonaro diante do cenário azul do debate da TV Globo.
Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo, no Rio de Janeiro, em 23 de outubro de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou acreditar na inocência do policial militar acusado de matar Ana Clara, de 5 anos, durante o debate presidencial da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23). A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o encontro na plateia e contestou a versão de que havia troca de tiros no momento da morte.

O caso foi levantado por Lula (PT), que questionou o adversário sobre sua atuação na defesa do PM. A menina morreu em 2021. Segundo a Agência Brasil, o policial foi acusado pelo Ministério Público e Flávio reiterou no debate que ele ainda não havia sido julgado.

“Eu quero saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, declarou o candidato do PL.

Ao se dirigir à mãe, Flávio a chamou pelo nome da filha e lamentou a morte. Em seguida, afirmou que o episódio ocorreu em uma troca de tiros, numa comunidade com presença do tráfico de drogas.

Cristiane reagiu à resposta e disse que a perícia da Polícia Civil apontou que não houve confronto, conforme relatou a Agência Brasil. Ela criticou a defesa do policial e afirmou que o candidato repetia a versão apresentada pelo acusado.

Acusação ainda será julgada

Segundo reportagem do Poder360, Ana Clara Gomes Machado foi atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava com o irmão na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), em 2 de fevereiro de 2021.

O Ministério Público do Rio de Janeiro atribui o disparo ao policial Bruno Dias Delaroli, denunciado por homicídio. A defesa contesta a acusação e sustenta que ele reagiu a tiros durante uma operação. O Poder360 informa que o PM responde em liberdade e que o julgamento, antes previsto para 21 de outubro, foi adiado para 5 de maio de 2027.

O veículo também relata que Flávio integrou a defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão de levá-lo ao Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.

Segurança pública no debate

Na discussão sobre segurança, Flávio voltou a defender a classificação de organizações criminosas como narcoterroristas e a redução da maioridade penal. Lula reiterou a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública e de fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

Com informações da Agência Brasil e do Poder360.

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