Flávio Bolsonaro (PL) afirmou acreditar na inocência do policial militar acusado de matar Ana Clara, de 5 anos, durante o debate presidencial da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23). A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o encontro na plateia e contestou a versão de que havia troca de tiros no momento da morte.
O caso foi levantado por Lula (PT), que questionou o adversário sobre sua atuação na defesa do PM. A menina morreu em 2021. Segundo a Agência Brasil, o policial foi acusado pelo Ministério Público e Flávio reiterou no debate que ele ainda não havia sido julgado.
“Eu quero saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, declarou o candidato do PL.
Ao se dirigir à mãe, Flávio a chamou pelo nome da filha e lamentou a morte. Em seguida, afirmou que o episódio ocorreu em uma troca de tiros, numa comunidade com presença do tráfico de drogas.
Cristiane reagiu à resposta e disse que a perícia da Polícia Civil apontou que não houve confronto, conforme relatou a Agência Brasil. Ela criticou a defesa do policial e afirmou que o candidato repetia a versão apresentada pelo acusado.
Acusação ainda será julgada
Segundo reportagem do Poder360, Ana Clara Gomes Machado foi atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava com o irmão na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), em 2 de fevereiro de 2021.
O Ministério Público do Rio de Janeiro atribui o disparo ao policial Bruno Dias Delaroli, denunciado por homicídio. A defesa contesta a acusação e sustenta que ele reagiu a tiros durante uma operação. O Poder360 informa que o PM responde em liberdade e que o julgamento, antes previsto para 21 de outubro, foi adiado para 5 de maio de 2027.
O veículo também relata que Flávio integrou a defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão de levá-lo ao Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.
Segurança pública no debate
Na discussão sobre segurança, Flávio voltou a defender a classificação de organizações criminosas como narcoterroristas e a redução da maioridade penal. Lula reiterou a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública e de fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
Com informações da Agência Brasil e do Poder360.












