O governo federal já direcionou R$ 40 bilhões para medidas voltadas a conter os preços dos combustíveis diante dos impactos da guerra no Oriente Médio. A informação foi dada nesta quinta-feira (24) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Segundo o ministro, desde março houve uma sequência de ações para tentar segurar os preços, incluindo zerar alíquotas de impostos, criar imposto de exportação para o óleo diesel e adotar subsídios. O conjunto dessas medidas chegou ao valor de R$ 40 bilhões.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva de apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre, na sede do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Apesar do gasto para segurar os preços, Moretti afirmou que a arrecadação com medidas criadas para equilibrar as contas está projetada em R$ 50 bilhões até o fim do ano. Entre as receitas consideradas estão valores ligados à exploração do pré-sal e ao imposto de exportação.
Mesmo com o esforço do governo, os preços dos combustíveis registraram alta parcial no período. Desde o início da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, apenas o etanol teve redução no preço médio de revenda.
Os demais combustíveis tiveram aumento, com variações que vão de 3,23% a 14,45%, no caso do diesel S10. Ainda assim, a avaliação é que a alta poderia ter sido maior sem os subsídios e demais medidas adotadas pelo governo.
O diesel, por exemplo, chegou ao maior preço no fim de março, quando era vendido em média a R$ 7,45. Na última semana analisada, o valor médio estava em R$ 6,55.
A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à instabilidade internacional. Um dos principais pontos de incerteza é o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e outras cargas.
Fonte: Metrópoles. Imagem: Reprodução














