Grito dos Excluídos e Excluídas encerra 7 de Setembro em Vitória da Conquista com pautas trabalhistas e sociais

Mobilização segue tema nacional em defesa da terra, paz, moradia, mulheres e soberania e também reúne pautas trabalhistas e sociais

Vitória da Conquista também participa, neste 7 de Setembro, das mobilizações do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, realizado em várias regiões do país. Neste ano, o movimento tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, reunindo movimentos populares, sindicatos e organizações sociais.

A mobilização coloca nas ruas uma agenda formada por reivindicações históricas da população trabalhadora. Entre as pautas estão moradia digna, reforma agrária, fortalecimento do SUS, educação pública, combate ao feminicídio, ao racismo e à LGBTfobia, defesa da soberania nacional e redução da jornada de trabalho.

Durante o Desfile Cívico, o Fórum Sindical e Popular de Vitória da Conquista, levará às ruas as pautas do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, reafirmando que o 7 de Setembro também é tempo de reflexão, mobilização e defesa de direitos.

Com faixas, cartazes e bandeiras, o Grito dará visibilidade às lutas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais: por moradia digna, pelo fim da escala 6×1, por educação pública e de qualidade, pela garantia e ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e pelo enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres.

“Pelo fim do feminicídio e de toda violência contra as mulheres. Porque não há democracia, justiça social ou soberania enquanto mulheres continuam tendo suas vidas interrompidas pela violência”, diz o manifesto.

📅 7 de setembro de 2026 —
📍 Concentração 10 Horas – Cruzamento da Regis Pacheco com Av Integração, em frente ao CAPS II.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 também integra as mobilizações deste ano. A pauta ganhou força após o debate no Senado sobre a chamada PEC das 40 horas, que propõe a redução da jornada semanal de trabalho. Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicar que a votação da proposta deverá ficar para depois das eleições, movimentos sociais e entidades sindicais passaram a reforçar a pressão pela mudança também nas ruas.

A primeira edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas foi em 1995. | Crédito: Divulgação
A primeira edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas foi em 1995. | Crédito: Divulgação

A proposta do Grito dos Excluídos surgiu em 1994, durante debates ligados à 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. A primeira edição foi realizada em 7 de setembro de 1995, com o lema “A vida em primeiro lugar”. A escolha da data foi pensada como um contraponto às comemorações oficiais da Independência do Brasil. A proposta do movimento é utilizar o 7 de Setembro também como momento de reflexão sobre soberania, desigualdades sociais e participação popular.

A partir de 1996, o Grito passou a integrar oficialmente iniciativas apoiadas pela CNBB. Desde então, a mobilização reúne organizações religiosas, movimentos populares, sindicatos, pastorais e outras entidades ligadas a pautas sociais. Segundo a organização, o Grito não se limita às manifestações realizadas em setembro, sendo definido como um processo permanente de articulação e mobilização em defesa de direitos sociais.

ORDEM DO DESFILE

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