A Uesb informou através de nota, nesta sexta-feira, 11 , que ontem, a empresa Creta comunicou a realização dos pagamentos devidos aos seus colaboradores e a continuidade da prestação dos serviços nos três campi da Universidade.
Diante da ocorrência desse novo atraso, a situação permanece sendo acompanhada pela Instituição, com o objetivo de assegurar que não persista qualquer pendência de pagamento aos trabalhadores que prestam serviços à Universidade, bem como de evitar a interrupção das atividades contratadas.
A Uesb reiterou que não possui qualquer pendência financeira com a empresa prestadora de serviços e que os problemas verificados decorrem de questões relacionadas à própria empresa Creta, que, conforme informações disponíveis, enfrenta situações semelhantes em contratos mantidos com outras instituições.
Ainda de acordo com a nota, diante da recorrência dos problemas e dos prejuízos causados à rotina acadêmica e administrativa, e mantendo como preocupação permanente a garantia dos direitos dos trabalhadores terceirizados, a Uesb segue adotando os encaminhamentos administrativos e jurídicos cabíveis, inclusive quanto às medidas previstas na legislação e nos instrumentos contratuais, em consonância com as orientações e recomendações da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb).
Paralisação foi registrada na Uesb
O Blog do Caique Santos publicou, nesta semana, que trabalhadores terceirizados da Uesb paralisaram as atividades em protesto contra o atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de agosto. Os funcionários são contratados pela Creta e atuam em setores como limpeza, manutenção, recepção e outros serviços essenciais para a rotina da universidade.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes do Estado da Bahia (Sindilimp-BA), a mobilização deveria continuar até que os salários fossem pagos. Em entrevista ao Blog do Caique Santos/Rádio Clube FM, o diretor jurídico do sindicato, Reinaldo Neris, afirmou que o problema vinha se repetindo e que os trabalhadores acumulavam prejuízos pessoais por causa dos atrasos.

Na ocasião, Reinaldo relatou que havia trabalhadores com aluguel, cartão de crédito e pensão alimentícia em atraso. Ele também questionou quem arcaria com eventuais verbas rescisórias caso o contrato fosse rompido, já que, segundo o sindicato, a empresa enfrentava dificuldades para cumprir obrigações básicas com a categoria.














