O senador Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de investigações da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, e sobre sua relação com empresas do advogado Willer Tomaz. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e outras possíveis irregularidades, segundo reportagem do Terra publicada nesta terça-feira (27).
Flávio e Tomaz reconhecem a amizade, mas negam que sejam sócios e rejeitam irregularidades. A existência dos inquéritos não equivale a uma condenação.
Financiamento do filme Dark Horse
Uma das frentes investiga negociações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. De acordo com o Terra, as tratativas envolveram R$ 134 milhões, dos quais pelo menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos em seis operações em 2025.
A reportagem afirma que parte dos recursos teria sido encaminhada a um fundo no Texas, nos Estados Unidos. Entre as hipóteses examinadas pelos investigadores está o uso de dinheiro para custear despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior.
Segundo o portal, mensagens e áudios analisados pela PF indicariam contatos e cobranças de repasses por Flávio. O senador admitiu ter procurado Vorcaro, mas afirmou que buscava um investidor privado para a produção.
Em reportagem sobre essa apuração, o Jornal de Brasília também relatou que a PF rastreou um depósito de R$ 12 milhões de uma empresa ligada a Fabiano Zettel até uma intermediária que enviou recursos aos Estados Unidos. O veículo atribui as informações a um despacho policial e informa que a investigação ainda prevê perícias e depoimentos.
Relação com Willer Tomaz e empresas de apostas
A outra frente mencionada pelo Terra apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo empresas ligadas a Willer Tomaz e casas de apostas. A investigação começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
Conforme o portal, a análise de dados telemáticos apontou Flávio como usuário com perfil de acesso elevado a uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado. Os investigadores também teriam identificado um e-mail de maio de 2025 pedindo a exclusão desse acesso.
A PF analisa ainda viagens do senador que teriam sido custeadas por uma empresa de Tomaz e outros registros que, na avaliação dos investigadores citada pelo Terra, indicariam proximidade entre os dois.
O caso envolvendo Flávio foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em outubro, em razão do foro do senador, e ficou sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Nesse processo, foi determinada a entrega dos passaportes do parlamentar e a proibição de deixar o país.
Com informações do Terra e do Jornal de Brasília.














