A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Piripá, deu cumprimento nesta data a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra um professor de matemática, no âmbito da Operação Sala Segura. O investigado é suspeito de praticar atos libidinosos reiterados contra estudantes de uma escola municipal.
O inquérito policial foi instaurado em setembro de 2025, após denúncias de que o docente utilizava sua posição de confiança e ascendência funcional para abusar de alunas com idades entre 12 e 13 anos. As investigações apontam que os crimes ocorreram majoritariamente entre março e novembro de 2025, dentro do ambiente escolar.
O modus operandi identificado pela Polícia Civil consistia em toques libidinosos dissimulados como gestos pedagógicos. Entre as condutas relatadas por cinco vítimas, destacam-se: passagem proposital do cotovelo e antebraço nos seios das alunas durante a correção de cadernos; contatos físicos invasivos, como encostar a região genital nas costas de estudantes debruçadas sobre as mesas; toques indevidos em nádegas, pernas e braços das adolescentes; condução de alunas a locais isolados, como o banheiro dos professores, sob pretextos diversos para realizar toques sem consentimento.
A revelação dos fatos à direção da unidade de ensino ocorreu após o tema começar a ser discutido espontaneamente entre as alunas em sala de aula. O encorajamento decisivo para a denúncia formal surgiu durante uma aula de Artes e Ensino Religioso, onde foi abordado o projeto “Quebra do Silêncio”. A atividade pedagógica proporcionou um ambiente seguro que permitiu às estudantes relatarem os episódios de abuso que vinham sofrendo.
Além dos relatos colhidos em Delegacia, as vítimas confirmaram os fatos em Depoimento Especial perante o Judiciário em janeiro de 2026. A prisão preventiva foi decretada com base na gravidade concreta das condutas, no risco de reiteração delitiva, na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, uma vez que houve relatos de que o investigado tentou interferir na colheita de provas, buscando ex-alunas para assinarem declarações em sua defesa.
Além da prisão, foi cumprido mandado de busca com apreensão de seu celular. O material apreendido passará por perícia e o investigado segue à disposição do Poder Judiciário da Comarca de Condeúba.














