Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) informou, por meio de nota enviada ao Blog do Caique Santos na manhã desta quarta-feiran (12), que está com todos os pagamentos em dia junto à empresa Creta, responsável pela prestação de serviços terceirizados na instituição. O posicionamento ocorre após trabalhadores terceirizados paralisarem as atividades nesta terça-feira (11), em Vitória da Conquista, alegando atraso no pagamento de salários e benefícios.
Segundo a Uesb, os repasses previstos em contrato estão sendo cumpridos rigorosamente. A universidade informou ainda que notificou formalmente a empresa Creta para que regularize imediatamente a situação trabalhista de seus colaboradores.
A instituição também afirmou que se solidariza com os trabalhadores afetados e que está adotando as medidas cabíveis para garantir o cumprimento das obrigações contratuais por parte da empresa.
“A Uesb se solidariza com a situação dos trabalhadores afetados e reafirma seu compromisso com a transparência, a defesa dos direitos trabalhistas e a manutenção dos serviços acadêmicos, adotando todas as medidas cabíveis para garantir o cumprimento das obrigações contratuais por parte da empresa”, diz a nota.
Sindicato relata atraso de salários e benefícios
Em entrevista exclusiva ao Blog do Caique Santos, o diretor jurídico do Sindilimp-BA, Reinaldo Neris, informou que a paralisação envolve trabalhadores de diferentes setores da Creta, entre eles profissionais de limpeza, manutenção e recepção.
De acordo com o sindicalista, além dos salários, os trabalhadores enfrentam problemas relacionados ao pagamento de benefícios.
“Nesse exato momento, as trabalhadoras estão aqui trabalhando com os seus tickets de alimentação fatiados, com vale-transporte fatiado, e por conta disso, em assembleia, foi determinada a paralisação até o salário cair na conta”, declarou.
Creche da Uesb também foi afetada
A paralisação atingiu também a creche da Uesb, onde trabalham profissionais responsáveis pelos serviços de limpeza e cozinha.
“Com isso também houve uma paralisação no setor da creche, né? Porque na creche nós temos as trabalhadoras de limpeza e temos também as cozinheiras”, explicou Reinaldo.
O diretor jurídico do sindicato criticou ainda as condições enfrentadas pelas trabalhadoras responsáveis pela alimentação das crianças.
“Cozinhando para os filhos dos funcionários da UESB e os seus filhos em casa, sem ter o recurso para alimentá-los. Aí não é justo. Então isso é uma indignidade, isso é uma falta de respeito”, afirmou.
Trabalhadores foram orientados a deixar a universidade
Segundo o Sindilimp-BA, os trabalhadores foram orientados a deixar a universidade durante a paralisação.
“E nesse exato momento nós nos encontramos aqui na UESB, uma vez que os trabalhadores já foram dirigidos para suas residências. E a determinação é: se não pagar o salário, não ter operação”, afirmou Reinaldo.
A paralisação envolve funcionários terceirizados que atuam em diferentes setores da universidade e, segundo o sindicato, foi determinada até que os salários sejam pagos.
O Blog do Caique Santos tentou contato com a empresa Creta para obter um posicionamento sobre a situação relatada pelos trabalhadores, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
A paralisação ocorre, portanto, em meio a uma divergência entre a situação relatada pelo sindicato e a posição da Uesb. Enquanto os trabalhadores afirmam que estão com salários e benefícios pendentes, a universidade sustenta que mantém os pagamentos contratuais em dia e que já cobrou da empresa responsável pela terceirização a regularização das obrigações trabalhistas.





