Um painel climático indica que o El Niño pode estar entre os mais intensos registrados desde 1950. Há probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, período entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul.
De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Niño, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias.
No centro-norte do país, a tendência é de condições mais secas e aumento do risco de incêndios. As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional.
A previsão também indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. Já no Norte e em áreas do Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuva e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento da seca e para o aumento do risco de queimadas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No fim de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial, segundo dados da agência norte-americana CPC/NOAA.
O boletim é produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Fonte: Agência Brasil.
Ilustração: Nottus / Divulgação.














