A Uesb encaminhou ao Ministério Público do Trabalho um pedido urgente de mediação diante dos atrasos no pagamento de salários e outras verbas trabalhistas de terceirizados vinculados às empresas Creta Comércio e Serviços Ltda. e Java Segurança Patrimonial Ltda.
Segundo a Universidade, as empresas são contratadas para prestação de serviços terceirizados nos campi da instituição. A medida busca construir uma solução juridicamente segura antes dos próximos vencimentos, com proteção aos trabalhadores e redução do risco de novas interrupções nas atividades universitárias.
Desde junho, gestores e fiscais dos contratos registram ocorrências de impontualidade e notificam formalmente as empresas. No caso da Creta, os problemas se repetiram em diferentes competências e envolveram também férias e benefícios. Em relação à Java, a Uesb informou que também registrou atraso salarial e adotou providências administrativas.
A Universidade afirmou que tentou resolver a situação por diálogo direto, com reuniões e contatos por e-mail, telefone e aplicativo de mensagens. Como as iniciativas não produziram uma solução estável, a instituição recorreu ao MPT para ampliar a mediação com participação das empresas e das representações sindicais dos trabalhadores.
Os atrasos já tiveram impacto sobre os três campi. Em agosto, a paralisação dos trabalhadores terceirizados comprometeu condições de higiene, salubridade e saúde necessárias ao funcionamento de espaços acadêmicos e administrativos. A situação levou à edição das portarias 525/2026 e 531/2026, que suspenderam atividades entre os dias 14 e 17 de agosto e prorrogaram a suspensão para o dia 18.
Em setembro, uma nova paralisação ocorreu nos dias 9 e 10. A Uesb informou que vem cumprindo regularmente suas obrigações contratuais e que não possui pendências financeiras perante as empresas que justifiquem os atrasos.
No pedido ao MPT, a Universidade solicita mediação em caráter de urgência, preferencialmente antes do vencimento dos salários referentes ao mês de setembro. A proposta inclui discutir mecanismos para comprovação mensal de pagamentos, comunicação imediata de atrasos e providências juridicamente seguras em caso de novo inadimplemento.
Documento e antecedentes
O pedido enviado pela Uesb ao Ministério Público do Trabalho está disponível em documento oficial anexado pela Universidade. Clique aqui para acessar o ofício encaminhado ao MPT.
A Universidade também citou as portarias que suspenderam atividades durante a paralisação anterior dos terceirizados: Portaria 525/2026, referente à suspensão entre 14 e 17 de agosto, e Portaria 531/2026, que prorrogou a medida para o dia 18.
O caso é um desdobramento da mobilização dos trabalhadores terceirizados da Uesb, que já havia provocado paralisações e impacto no funcionamento dos campi. A imagem de destaque usada nesta matéria é de arquivo do Blog do Caique Santos, registrada durante a paralisação da categoria.
Com informações da Uesb.
Fonte: Uesb.









