UESB adere à paralisação e cobra diálogo do governo Jerônimo

Professores das universidades estaduais da Bahia realizam paralisação nesta quarta-feira; mobilização atinge Vitória da Conquista e região

Docentes das universidades estaduais da Bahia realizam nesta quarta-feira (20) uma paralisação de 24 horas em protesto contra o que classificam como falta de diálogo do Governo do Estado com a categoria. O movimento envolve professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

Na região sudoeste, a mobilização atinge diretamente os campi da UESB em Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. A expectativa é de suspensão parcial das atividades acadêmicas, além de atos nos portões das unidades universitárias.

O movimento é articulado pelo Fórum das Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia (Fórum das ADs), que afirma ter apresentado a pauta de reivindicações ao governo estadual ainda em dezembro de 2025, sem avanço nas negociações.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a recomposição salarial dos professores, ampliação do orçamento destinado às universidades estaduais, melhorias no Planserv, regularização de direitos trabalhistas e revogação de pontos da reforma previdenciária estadual.

Os docentes também cobram o cumprimento integral do orçamento aprovado para as instituições e defendem a destinação mínima de 7% da Receita Líquida de Impostos do Estado para as universidades estaduais baianas.

Em Vitória da Conquista, professores ligados à Associação dos Docentes da UESB (ADUSB) devem realizar atividades de mobilização ao longo do dia. A tendência é de redução significativa do funcionamento acadêmico nos três campi da instituição.

Além da UESB, a paralisação também ocorre em unidades da UNEB e da UESC. Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), sindicatos e representantes da categoria ainda discutiam adesão ao movimento.

Os sindicatos afirmam que a mobilização busca pressionar o governo Jerônimo Rodrigues por abertura de diálogo e avanços nas negociações salariais e estruturais das universidades estaduais.

A paralisação deve contar ainda com apoio de setores do movimento estudantil e de entidades sindicais ligadas ao funcionalismo público estadual.

Informações: ADUNEB,Correio 24 Horas,  ADUFSBA.

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