Bolsa pode parar após quedas fortes: entenda o circuit breaker e quando ele é acionado

Painel eletrônico com gráfico e cotações na B3, em foto de arquivo.
Painel da B3, em foto de arquivo. As cotações da imagem não representam o pregão atual. Foto: Nelson Almeida/AFP, via g1.

Quando a bolsa brasileira sofre uma queda muito acentuada, as negociações podem ser interrompidas por um mecanismo chamado circuit breaker. A primeira pausa ocorre quando o Ibovespa recua 10% em relação ao fechamento do dia anterior e dura 30 minutos, conforme as regras da B3.

O recurso foi acionado no início do pregão desta segunda-feira (26), após a reeleição de Lula (PT), segundo reportagem do g1. O portal informou que a suspensão tinha duração prevista de meia hora e que a retomada ocorreria por meio de um leilão entre 10h30 e 10h35.

A finalidade da interrupção é abrir um intervalo para que investidores reavaliem decisões em um momento de forte oscilação. A pausa não desfaz as perdas registradas pelo índice nem significa que os preços necessariamente vão se recuperar quando o mercado reabrir.

Três níveis de interrupção

O acionamento depende da variação do Ibovespa, principal índice de ações do país. Os percentuais são sempre comparados ao fechamento do pregão anterior:

  • Queda de 10%: as negociações são suspensas por 30 minutos.
  • Queda de 15%: após a primeira reabertura, uma nova interrupção dura uma hora.
  • Queda de 20%: depois da retomada, a B3 pode determinar outra suspensão, com duração definida e comunicada pela própria bolsa.

Durante a interrupção, os investidores não conseguem executar compras e vendas nos mercados abrangidos pela suspensão. O mecanismo não deve ser confundido com uma queda isolada de uma ação: o critério para o circuit breaker está ligado ao desempenho do Ibovespa.

Há regras para o fim do pregão

Segundo a B3, o mecanismo não pode ser acionado nos 30 minutos finais da sessão. Se a interrupção ocorrer na última hora, o encerramento poderá ser prorrogado em até 30 minutos para permitir a reabertura e um período de negociação dos ativos e derivativos.

A bolsa já utilizou o recurso em crises anteriores. O g1 relembra episódios como a crise financeira internacional de 2008, as turbulências políticas de maio de 2017 e o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.

Com informações do g1 e das regras divulgadas pela B3.

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